Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/08/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê, em seu 6º Artigo, o direito a saúde e ao bem estar social como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal perrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Em suma, a persistência nesse impacto psicológico é causada pelo déficit de investimento no setor de saúde aliado a alienação social da população.

Diante do exposto, é notório que a saúde é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a décima posição na economia mundia, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no aumento da degradaçã da saúde mental dos idosos, uma vez que não recebem atendimento psicológico para lidar com o isolamento social, podendo gerar diversos trastornos mentais, como a asiedade, a fobia social e a depressão. Demais, segundo o site “UOL”, 150 milhões de brasileiro dependem do sistema público de saúde. Isto é, medidas devem ser tomadas para que essa parcela populacional passe a ter um tratamento psicológico de qualidade.

Ademais, vale ressaltar a alienação social como impulsionadora do problema, tendo em vista que uma percela esmagadora da população desconhece os danos psicológicos da quarentena na saúde mental dos cidadões seniores e ao invés de apoiá-los passa a desencorajá-los a buscar ajuda profissional. Além disso, segundo o filósofo Ivan Teorilang: “Informação é poder, porém se tens tal domínio e não o divulgas, torna-te responsável pela ignorância alheia”. Ou seja, é preciso que especialistas da área, psicólogos e psiquiatras, divulguem à sobre a necessidade de se manter um tratamento psicológico de qualidade para com os idosos em meio ao isolamento social, o que não ocorre na realidade brasileira.

Diante da situação, cabe ao âmbito governamental investir no setor público de saúde, com ênfase no viés psicológico, buscando proporcionar um tratamento de qualidade aos idosos em meio a pandemia. Outrossim, outra forma é sensibilizar os especialistas para que se engajem e ministrem palestras e concedam estrevistas, por meio da internet, para a imprensa escrita e em emissoras de televisão, visando ampliar a concientização dos segmentos da sociedade responsáveis pela saúde dos idosos. Portanto, poderemos não apenas garantir um tratamento psicológico de qualidade para os cidadões seniores como também por o Artrigo 6º, de fato, em prática.