Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/08/2021

Durante a pandemia, foi imposto à população a quarentena com o objetivo de evitar a disseminação do coronavírus. Entretanto, o isolamento trouxe muitos impactos negativos à saúde mental dos idosos. O medo causado por integrarem o grupo de risco e a falta de contato social com parentes e amigos refletiu no aumento dos índices de ansiedade e depressão entre as pessoas de idade avançada.

Em primeiro plano, os problemas relacionados à saúde mental sempre estiveram presentes no cotidiano dos brasileiros, mas foram impulsionados e ganharam mais visibilidade com a pandemia. Nesse contexto, é notório que as pessoas de mais idade, ao serem privadas de interagir pessoalmente com entes queridos durante o momento de isolamento, tornaram-se mais propícias a adquirirem doenças psicológicas como a depressão. Ademais, na quarentena, muitos idosos mantiveram pouco ou nenhum contato com parentes, criando um sentimento de solidão e abandono em suas mentes.

Outrossim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas acima de 60 anos são consideradas mais suscetíveis a contrair os sintomas mais graves do vírus, em razão da baixa imunidade. Sob esse viés, alguns idosos adquiriram receio de interagir socialmente e passaram a recusar sair de casa mesmo quando o isolamento deixou de ser rigoroso. Ademais, o medo foi impulsionado com a publicação de informações falsas nas mídias sobre a doença.

Urge, portanto que o Estado promova anúncios em diversas mídias com a finalidade de desmentir as falácias que a população escuta sobre o vírus. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde impor políticas públicas que garantam a publicação de propagandas sobre como manter uma rotina de cuidados com a saúde mental direcionada, principalmente, às pessoas de terceira idade. Assim, é possível reduzir os impactos causados à saúde mental dos idoso durante a pandemia.