Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 23/08/2021
Segundo Aristóteles, a felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade. Desse modo, com o coronavírus, milhares de pessoas tiveram que se isolar em casa para evitar um contágio desenfreado da doença, que colocou a saúde mental da população mundial em cheque. Logo, não só o problema de ansiedade tornou-se muito mais frequente como também o sentimento de solidão em pessoas com mais de 60 anos, aumentando o impacto do isolamento na sua saúde mental.
Antes de tudo, um estudo realizado pela UERJ aponta que os casos de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80% durante a quarentena, isso se deve pela chegada avassaladora do vírus e pela incerteza de quando tudo isso teria um fim. Assim, apesar da ansiedade já estar presente em um mundo pré-corona vírus, ela tem se fortalecido com a política isolacionista.
Ademais, em tempos de pandemia e afastamento social, os profissionais de saúde estão cada vez mais preocupados com a sanidade dos idosos. Por fazer parte de um grupo com alto risco de contágio e agravamento dos sintomas da Covid-19, os idosos precisam ser observados de perto nesse momento em que manter-se afastado do convívio social é a melhor maneira de evitar a propagação da doença. O fato é que a solidão na terceira idade já era um problema antes mesmo da pandemia, mas gora esse problema ganhou uma nova perspectiva, com centenas de milhares de idosos tendo que interromper suas rotinas e atividades sociais para permanecer em casa.
Portanto, o Ministério da Saúde deve, com investimento estatal, criar campanhas de conscientização -nos hospitais públicos e particulares- sobre a importância de respeitar o isolamento, para que as pessoas compreendam que quanto mais se respeita, tende a terminar mais rápido. Além disso, é dever das famílias ajudar os familiares mais velhos a entender o risco que correm ao sair de casa e cuidar deles, não apenas fisicamente, mas também diminuindo sua solidão.