Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/08/2021

A Constituição Federal de 1988, pervê o direito de saúde de qualidade para todos. Entretanto, quando comparado com a situação atual da sociedade brasileira esse direito não é assegurado, pois é evidente os grandes impactos prejudiciais do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena, devido à falta de intervenção do Estado para solução do problema e ao abandono familiar. Diante disso, é fundamental eliminar esses obstáculos para amenizar as consequências deixadas pela pandemia na saúde mental dos idosos.

Em primeira análise, é importante pontuar a ausência de medidas de intervenção do Governo Federal como impulsionador dos efeitos do isolamento social para a saúde mental da população mais velha. De acordo com o pensamento do filósofo John Locke, ‘‘o Estado deve ser responsável pelo bem-estar da sociedade’’. Contudo, esse pensamento não é concretizado no que se refere ao bem-estar dos idosos durante tempos de isolamento social, pois é notório o descaso estatal no que se refere a saúde metal da população idosa. Tal fato é demonstrado na escassez de projetos e programas que promovem o  lazer, buscando divertimento e interação dessa população. Logo, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver a ineficiência governamental frente ao problema.

Além disso, é fundamental analisar o abandono familiar como fator que afeta diretamente a saúde mental dos idosos. A psicóloga Rita de Cássia Remonato afirma que, ainda que o isolamento social seja algo físico, a tecnologia tem o propósito de unir, assim, é necessário que o máximo de atenção seja dada a esses indíviduos, mesmo que de forma remota. No entanto, tal ideia não se encontra internalizado no meio familiar dos idosos, pois, de acordo com pesquisas da Universidade Estadual do Rio de janeiro, durante a quarentena, os casos de depressão aumentaram 80%, sendo apontado como uma das causas o sentimento de solidão e abandono. Assim, é essencial que a família não deixe de acompanhar o dia a dia dessas pessoas, mesmo que não seja presencialmente.

Portanto, para que os impactos do isolamento social sejam amenizados na saúde mental dos idosos, cabe ao Governo Federal, investir em programas e projetos de maior interação e diversão do público alvo durante a quarentena, por exemplo, no acesso gratuito de filmes, livros, jogos e receitas online, por meio de incentivos e parcerias de empresas desse campo, a fim de promover o bem-estar dessa população. Também, é importante que a família desses indíviduos tome um cuidado redobrado para que o sentimento de solidão e abandono familiar não se torne realidade para eles, por meio de ligações por vídeo chamadas e atividades que podem ser realizadas remotamente. Só assim, o pensamento de John Locke poderá se concretizar na situação atual brasileira.