Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/08/2021

Isolamento social. Adaptação à tecnologia. Saudades. Depressão. Termos os quais fizeram  parte do cotidiano de idosos desde o início da atual pandemia do coronavírus. Além do medo e incertezas acerca do futuro próximo, a população, principalmente pertencente à terceira idade, um dos primeiros grupos identificados como mais propensos a desenvolver a doenç, precisou ficar em casa, sem contato direto com a família, amigos, e a vida de costume. Embora existam diversas maneiras alternativas de comunicação, como a ligação por vídeo chamada e mensagens, as pessoas de idade, infelizmente, possuem dificuldade em lidar com tais meios. Em razão disso, sentimentos de carência e, até mesmo, abandono são intensificados, de maneira à agravar doenças relacionadas à saúde mental e tornar-se uma  problemática de suma relevância social.

Primordialmente, cabe analisar o fato de que, há muito tempo, quadros depressivos e sintomas de ansiedade eram diagnosticados na população idosa. Conforme estudos realizados em 2020 pela Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 58% da população idosa possuia doenças crônicas, as quais agravam o risco da Covid-19. Ademais, aproximadamente 47% de um total de 900 habitantes com faixa etária superior à 60 anos se sentiam extremamente solitários, uma vez que não conseguem utilizar da modernização à seu favor, fator que pode acarretar em reações graves como delírios, estresse, oscilações de humor e dificuldade em voltar a se socializar.

Em segunda análise, é crucial considerar o aumento da porcentagem de violência doméstica contra idosos como um fator prejudicial e impactante, de maneira negativa, quanto à saúdel mental, uma vez que tais agressões, majoritáriamente, são províndas da própria esfera familiar. Desse modo, a vítima indefesa desenvolve certo receio e, consequentemente, conforma-se com a quarentena podendo, juntamente à isso, sentir culpa por pensar, errôneamente, que está dificultando a solução da pandemia, já que, são grupos prioritários na vacinação, na hospitalidade e na prevenção da proliferação do vírus.

Logo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas propagadas pela mídia em horário nobre, reforçar os devidos cuidados fundamentais com os idosos durante a pandemia, de modo à dispor de maior conforto e preservar a saúde mental dessa parcela populacional. Outrossim, é dever da família repensar acerca do tratamento disponibilizado àqueles que, sensível e afetuosamente, foram um dia progenitores indispensáveis para a formação das atuais gerações.