Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, garante a todos os indivíduos o direito ao bem estar social. Entretanto, a atual conjuntura do Brasil mostra-se adversa a carta magna, tendo em vista que o isolamento social durante a quarentena tem acarretado em impactos negativos na saúde mental dos idosos. Diante disso, surge uma problemática complexa em virtude do sentimento de solidão e da falta de debate.

Sob esse viés, é preciso atentar-se para a falta de atenção aos idosos. Conforme Francis Bacon “Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”. Nessa perspectiva, é possível perceber que no período de quarentena muitos idosos ficaram isolados e restritos a relações sociais com outras pessoas, isso acarretou em um problema a saúde mental desse grupo em questão. Portanto, medidas são necessárias para alterar o contexto atual.

Além disso, a falta de debate é um empecilho na resolução do óbice. O filósofo Habermas traz uma contribuição ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa maneira, para que uma problemática como a da saúde mental de idosos afetada em detrimento do isolamento seja resolvida, faz-se necessário debater e lembrar-se desse grupo que muitas vezes são deixados de lado. Logo, os órgãos governamentais devem agir para solucionar o entrave.

Destarte, urge que medidas sejam tomadas para amenizar o cenário. O Ministério da Saúde mediante parceria com psicólogos devem desenvolver ações de amparo para com os idosos, por meio de vídeo conferência entre paciente e o profissional da saúde que deve conversar e realizar atividades dinâmicas que estimulem o diálogo, a fim de que o idoso não se sinta sozinho e não tenha sua saúde mental afetada. Sendo assim, a norma que consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos voltará a ser respeitada.