Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 24/08/2021
‘‘Segundo dados do IBGE, cerca de 4,5 milhões de idosos vivem sozinhos no Brasil’’. Essa é uma notícia que está preocupando cada vez mais os brasileiros, tendo em vista o necessário isolamento social por parte, principalmente, de pessoas da terceira idade que estão sofrendo de solidão e, consequentemente, tendo a sua saúde mental afetada, uma vez que, precisam ficar em casa para sua própria proteção. Isto posto, é evidente a ausência familiar para dar suporte nesse período difícil, e o descaso governamental por não criar formas de amparar os mais velhos. A partir disso, verifica-se a necessidade de providências para atenuar esse problema.
Diante dessa problemática, é preciso analisar, inicialmente, que o apoio familiar é sempre importante, e a falta desse gera empecilhos pessoais imensuráveis na vida dos idosos. Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de York propagou um estudo indicando que ‘‘a solidão e o isolamento social podem aumentar o risco de doenças crônicas em aproximadamente 30%, causar ansiedade e agravar o quadro de estresse’’. Em vista disso, fica nítido que quando não há interação social, uma companhia, ou uma simples ligação de um ente querido, a tendência é de ficar mais deprimido. Nesse caso, percebe-se que diversas consequências podem ser geradas a partir daí, como problemas psicológicos, as doenças mentais como depressão e ansiedade por ficarem sozinhos. Assim, torna-se comum se deparar com cenários como esse no âmbito social brasileiro.
Em paralelo a isso, é perceptível a ausência de políticas públicas efetivas e de visibilidade do Estado, como o sociólogo Émile Durkheim afirma, em seus inúmeros estudos, que o Poder Público se responsabiliza pelo gerenciamento das questões que envolvam a coletividade estabelecendo, por conseguinte o bem-estar social. Entretanto, a perspectiva adotada pelo estudioso manteve-se no plano teórico, em virtude do descaso governamental nesse período em viabilizar investimentos, os quais acarretaram na falta de locais especializados para receber essas pessoas. Sendo assim, percebe-se que essa problemática continua assolando o desenvolvimento da sociedade.
Infere-se, portanto, que é necessário adotar um modelo responsável para atenuar esse problema. Assim, a família, primeiro núcleo social do indivíduo, deve criar maneiras seguras de interação dos idosos com os conhecidos e parentes, como bate-papos virtuais, vídeochamadas para contar histórias, para que assim o sentimento da solidão passe, levando junto alguns males que estavam ocorrendo. Dessa maneira, dar-se-á o primeiro passo para mudar tal situação.