Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 24/08/2021
Em ‘‘UP: altas aventuras’’, o personagem principal, Carl Frederickson, é um idoso que vive com depressão após a morte de sua mulher, Ellie. No filme, depois de interagir com um garotinho que bateu na sua porta, eles fazem uma viagem extraordinária, reacendendo em Carl os sonhos e a vontade de desfrutar dos prazeres da vida. Ao contrário do que ocorre no longa, a partir do ano de 2020, quando começou a pandemia do coronavírus, muitos idosos não tiveram companhia ao longo da quarentena imposta. Nesse sentido, surge uma problemática em decorrência da falta de debate sobre estes e da negligência familiar sofrida pelos mesmos.
A começar, uma das parcelas da sociedade que mais sofrem com a falta de representatividade é a dos idosos. Isso pode ser consequência da maneira que essa geração foi criada, extremamente diferente da que as pessoas agem na sociedade contemporânea. Além disso, os avanços tecnológicos vindos da globalização muitas vezes fazem com que essas pessoas se sintam ainda mais deslocadas. Esse sentimento de exclusão é uma das principais causas de transtornos psicológicos como a depressão e a ansiedade, estes que raramente são tratados visto que muitos sexagenários são simplesmente abandonados por suas famílias, mesmo que morando na mesma casa que elas.
Essas doenças não tem um motivo específico, contudo pressupõe-se que se baseiam na solidão. Por terem vivido muito tempo, muitos sêniores perderam inúmeros, amigos, parentes, e se vêem presos na saudade de memórias agora inalcançáveis. Dessa forma, a família que lhes resta deveria passar a eles segurança, conforto e amor. Todavia, os casos de violência contra idosos, por exemplo, aumentaram absurdamente durante a pandemia. Segundo o Jornal da USP, as denúncias feitas chegaram a 30 mil, considerando apenas o primeiro semestre. Ademais, seus próprios filhos são apontados como os agressores mais frequentes.
Dado o exposto, cada família tem o dever de zelar pelos idosos com os quais convive. Seja para apenas fazer-lhes companhia, ouvir histórias, ou mesmo para ajudar em cuidados físicos, como ajudar na locomoção dentro de casa ou a tomar banho. Dessa maneira, podem demonstrar que essas pessoas têm importância gigantesca e retribuir tudo o que os idosos fizeram não só para seu próprio núcleo, mas também para evolução da sociedade em geral.