Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 26/06/2022

No filme “O contágio”, da plataforma Netflix, são retratadas diversas questões e problemáticas socais causadas pela pandemia de um vírus desconhecido. No ano de 2020, o mundo encontrou-se diante uma situação semelhante: a pandemia do Corona vírus. Dentre diversas consequências mentais e sociais, os idosos foram os mais afetados, já que eram o grupo de risco. Dessa forma, a depressão e a ansiedade foram os principais impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a pandemia.

Primeiramente, a depressão é uma grande consequência do distanciamento social na pandemia. Segundo uma pesquisa feita pelo G1, dos 70% de pessoas que desenvolveram depressão nesse período, 43% eram idosos. Embora pessoas mais velhas sejam, naturalmente, mais sozinhas, com o isolamento elas foram proibidas de se encontrarem pessoalmente com familiares, por exemplo. Assim, sem contato físico, o desenvolvimento da depressão tornou-se mais propício.

Além disso, a ansiedade também foi um impacto na saúde mental dos mais velhos gerado pelo isolamento. De acordo com um estudo realizado pela Uerj, 80% dos idosos tiveram que lidar com a ansiedade nesse momento. Segundo o líder do estudo, Alberto Filgueiras, a quebra de rotina foi a principal causa desse problema, já que muitos idosos ficaram sedentários. Logo, a ansiedade mostra-se diretamente ligada com a falta de exercícios físicos, algo que deixou de ser praticado por essas pessoas.

Portanto, a depressão e a ansiedade são impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a pandemia. Dessa forma, cabe aos familiares o contato com as pessoas mais velhas, por meio de chamadas de vídeo diárias, para que os idosos sintam-se menos sozinhos e, assim, tornem-se menos propensos à depressão. Além disso, amigos devem incentivar a realização de atividade física, por meio de vídeos no Youtube, para que o sentimento de ansiedade torne-se menor.