Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 18/10/2023

Segundo o filósofo Aristóteles o ser humano é um ser social, ou seja, ele necessita de um contato constante com outros indivíduos. Nesse sentido, com os conhecimentos atuais, a socializaçao atua como um exercício mental e emocional constante que se apresenta como uma estabilização e até melhora de doenças mentais como a depressão, que dentre os múltiplos fatores causais, o comum é o isolamento social. Destarte, devido a ocorrência de um prolongado isolamento social obrigatório que foi a pandemia do Covid-19, pode -se notar impactos na saúde mental decorrente disso, principalmente em um grupo já vulnerável como os idosos.

Com efeito, grande parte da população idosa com maior ou menor grau já sofre de distanciamento e redução do seu ciclo social, seja por alguma incapacidade física derivada de doenças que os impede de se deslocar, falecimentos e até medo de realizar atividades comuns que é característico da idade. De acordo com o IBGE, no Brasil, o percentual de idosos é de 15% e tende a aumentar nos próximos anos, por isso, além da necessidade do cuidado familiar constante é imperativo a ampliação de possibilidades desse cidadão de interagir na comunidade que ele habita com atividades que estimulem o contato com o outro.

Outrossim, o sociólogo Nobert Elias traz consigo o conceito de ‘‘habitatus’’, que consiste na complexa teia de interdependencia social a qual está intrinsecamente associada ao significado existencial para cada individualidade no decorrer de sua vida. Em função disso, é importante a manutenção dessa rede de apoio para que a saúde mental nao seja um impedimento nessa faixa etária e, dessa forma se possa ter mais qualidade de vida.

Urge, portanto, que o Estado, mediante ao Ministério da Cidadania, divulgue nacionalmente campanhas, em redes midiáticas como televisão e internet, com ênfase na importância do cuidado familiar com os idosos no sentido da presença e contato frequente no impacto para mitigar o isolamento social e as doenças mentais adjacentes. Ademais, é premente que as prefeituras municipais criem espaços nas comunidades para atividades e agentes especializados nesses individuos com capacidade de busca-los, se necessário, para sua participação.