Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/05/2020

Promulgada no ano de 1988, a Constituição Federal, em seu artigo 225 prevê o direito ao meio ambiente equilibrado à sociedade. Entretanto, em pleno século XXI há uma gestão inadequada do lixo plástico por parte do Poder Público, inclusive dos próprios civis, o que propicia o desequilíbrio do ecossistema brasileiro e mundial. Sob esse aspecto convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para amenizar esse impasse.

Inicialmente, a obsolescência programada representa um motivador fundamental para o agravamento desse impasse social, pois o produtor de  forma proposital, desenvolve, fabrica, distribui e vende um produto, sendo a maioria feita de plástico, para que o consumo se torne obsoleto, forçando assim, o consumidor a comprar a nova geração da mercadoria, não pensando em seu descarte adequado futuro, que em muitos casos são os lixões a céu aberto, sendo eles vetores de diversas patologias, contaminação do solo e água através do chorume, entre outros.

Outrossim, após a Revolução Industrial, a quantidade de polímeros sintéticos descartados aumentou de forma significativa. A negligência por parte do Poder Público esta vinculada principalmente a escassa coleta seletiva, sobretudo nas periferias. Contudo, o Ministério do Meio Ambiente já criou o princípio dos 3R’s(Reduzir, Reutilizar e Reciclar), mas grande parte da população não o conhece e mal sabe separar o lixo, sendo assim, a forma mais viável é colocar tudo em mais sacos plásticos.

Portanto, é inadmissível que um país com alta taxa tributária ainda sofra com o problema do plástico.  Para minimizar esse impasse, é necessário que o Governo invista na ampliação da coleta seletiva e firme parcerias com a mídia por intermédio de propagandas com atores globais, demonstrando a maneira correta de separar o lixo, a fim de que a população comece a dar a finalidade correta ao polímero, evitando seu acúmulo e, consequentemente, faça valer os direitos previstos pela Constituição.