Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 28/02/2020
“Considere a consequência das coisas” dizia o filósofo positivista Charles Pierce ao analisar diferentes relações entre sujeito e objeto, além de causa e efeito. Ao ponderar a afirmação de Pierce, pode-se discutir acerca dos impactos do lixo plástico no meio ambiente, na medida em que as disposições futuras podem, diretamente, apresentar efeitos catastróficos na preservação da humanidade. Com isso, evidencia-se dois aspectos importantes: o aumento do consumo em uma sociedade capitalista e a falta de consciência ligada a necessidade de consumo, bem como a capacidade versus a realidade de produção dos bens de consumo imediato e a longo prazo, os quais utilizam plástico como embalagem.
Em primeiro lugar, de acordo com a revista Em Discussão, cerca de sete bilhões de seres humanos consomem 1.4 bilhão de toneladas, ou seja, 1.2 kg por dia per capita. Tais dados demonstram uma fissura no sistema capitalista: produção e necessidade, os quais pontuam uma exacerbada produção incapaz de extinguir-se. O crescente consumo se dá, também, pela ausência e supressão dos meios de informação da relevância do consumo consciente nutrido pelo básico e indispensável. Desse modo, o ser humano, ao considerar seu poder de compra, consome além do que precisa.
Em segundo lugar, a realidade da produção de bens de consumo rege-se pela desigualdade social e a insuficiência em distribuir tais bens, os quais proporcionam uma grande quantidade de lixo nos países ricos e emergentes e, inversamente, em países pobres. Nesse sentido, o lixo orgânico e o plástico, usado para embalar os orgânicos, é proporcionalmente maior nos países ricos que dispõem de quantia maior de alimentos. Dessa forma, os impactos ambientais encontram-se, primordialmente, na convicção e no egoísmo do ser humano.
Portanto, a partir das informações apresentadas, medidas devem ser tomadas para reduzir o consumo de plástico e extinguir os impactos negativos no meio ambiente. Assim, o governo deve investir em pesquisas capazes de desenvolver plásticos biodegradáveis em grande escala, produzidos com base em material natural e, até mesmo, recicláveis ou de fácil decomposição. Além disso, pode-se acrescentar projetos desenvolvidos pelas secretárias de saúde e meio ambiente dos municípios para aumentar a coleta seletiva e incentivar a população a fazer a separação do lixo. Logo, o MEC [Ministério da Educação] deve propor nas escolas palestras a fim de conscientizar para um consumo responsável preparado para pensar no futuro mundial.