Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 07/05/2020
O cotidiano midiático brasileiro tem proporcionado amplas discussões e reflexões sociais e políticas acerca da problemática do lixo plástico no meio ambiente, uma vez que, infelizmente, não só boa parte da população descarta esses resíduos da forma inadequada, mas também muitos governos municipais. Tal circunstância demonstra uma falha grave, afinal resulta na contaminação do solo, dos lençóis freáticos e do oceano, além de ferir a Carta Magna. Desse modo, cabe ao Estado e à sociedade civil desenvolverem mecanismos os quais impeçam a perpetuação dessa mazela no País.
Nessa perspectiva relativa aos impactos do lixo plástico, nota-se que a destinação errada do resíduo por parte dos governos municipais é uma das principais razões para as mazelas observadas hoje, tais como a contaminação do solo, dos lençóis freáticos e do oceano, sendo a falha estatal em providenciar locais adequados para o descarte do lixo o maior agravante para a perpetuação dessa adversidade. De acordo com uma pesquisa realizada em parceria com o IBGE, 41,6% do resíduo plástico, além de outros materiais, são descartados em lixões quando, na verdade, o ideal seria em aterros sanitários. Com esse viés, apesar da Constituição Federal de 1988 garantir, em seu artigo 225, o meio ambiente equilibrado como direito de todos e dever do Estado, mostra-se evidentemente reduzido o cumprimento dessa prerrogativa legal, o que impossibilita o pleno exercício da cidadania.
Ademais, vale ressaltar que a desinformação é outro fator preponderante para perpetuação do cenário deletério atual, pois muitos brasileiros desconhecem os efeitos maléficos que o descarte inadequado do lixo plástico pode acarretar no meio ambiente, como o fato de certos animais confundirem o resíduo com alimento e, ingerindo-o, adoecerem ou, até mesmo, falecerem. Assim, como disse o poeta romântico brasileiro Gonçalves Dias, no poema Canção Do Exílio, “nosso céu tem mais estrelas / nossas várzeas têm mais flores / nossos bosques têm mais vida / nossa vida mais amores”, cabe à sociedade civil preservar as belezas naturais do Brasil, não mais jogando plásticos no chão por exemplo. Logo, é necessária, com urgência, uma mudança com o intuito de permitir a veracidade dos versos do autor.
Destarte, tendo em vista a gravidade do panorama contemporâneo, cabe ao Estado promover incentivos aos governos municipais, por meio de uma reorganização orçamentária que viabilize a construção de aterros sanitários, com o fito de permitir a destinação adequada do lixo plástico. Outrossim, é interessante que a parcela da sociedade mais engajada divulgue, nas mídias de massa, informes sobre a importância do descarte correto do lixo plástico. Assim, a população estará mais ciente, e o Brasil poderá desenvolver-se efetivamente.