Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 01/03/2020
Na Segunda Revolução Industrial, com a descoberta do petróleo, o plástico tornou-se matéria-prima dos mais diversos objetos do cotidiano do homem, desde peças de carros até sacolas. Paralelamente à época, tal material continua tendo sua devida importância à economia, mas, por razão da sua produção em grande escala, tornou-se um agravante do aquecimento global e a principal causa da morte dos animais marinhos.
Mormente, de acordo com o documentário “Oceanos de Plástico”, 8 milhões de toneladas desse material originário do petróleo são despejadas todo ano nos mares. Entretanto, essa maneira não é a mais ecológica, tampouco a única existente, pois, cientistas ao redor do mundo já foram capazes de produzir sacolas biodegradáveis de mandioca, bem como canudos feitos de papel, o que reduziria consideravelmente o lixo plástico. Ademais, a persistência no uso de tal material (que demora cem anos para se recompor) mesmo existindo alternativas, evidencia a tese de Max Horkheimer, sociólogo que acreditava que o homem só se importa com seus interesses pessoais, explorando a natureza em prol de seus méritos, exaurindo-a.
Em segundo lugar, é importante salientar que o plástico é o agente causador de substancial parcela das mortes dos animais marinhos, isso porque eles se alimentam ou se sufocam com a substância. Nessa conjuntura, alguns desses seres prejudicados são os fitoplânctons, que são responsáveis pela maciça parte da captação de poluentes, e, de acordo com o documentário “Cowspirancy”, o planeta, no que lhe concerne, passou do limite suportado desses gases na atmosfera, sendo ainda mais necessários para a biosfera. Assim sendo, manter a produção de plásticos implica na morte de milhões de microorganismos fotossintetizantes, e que, por conseguinte, aumenta o aquecimento global, ameaçando não só os animais, mas, também, o homem.
Logo, medidas devem ser tomadas para reduzir os impactos ambientais causados pelo imbróglio apresentado. Para tal, é mister que o Congresso Nacional vete a produção de sacolas e canudos plásticos, devendo ser substituídos, respectivamente, por materiais de mandioca e de papel. Ademais, cabe ao Ministério de Defesa, através de inspeções quinzenais de mercados e lojas, apurar se há comércios burlando essa lei, e devidamente multar os infratores. Deste modo, ter-se-á um ecossistema e uma sociedade mais saudáveis.