Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 05/03/2020

Nem sempre a natureza de um material é nociva por si só, o que indica a dependência de um fator externo para tornar a matéria prejudicial. Nesse sentido, um exemplo disso é o plástico, perfeito para produzir objetos e recipientes que estocam produtos e alimentos, o problema surge diante do destino inadequado que ele recebe, tornando extremamente prejudicial ao meio ambiente algo que, por natureza, é inofensivo. Desse modo, é necessário avaliar os impactos do lixo plástico tanto à vida em terra, quanto em água. Em primeiro lugar, o descarte inadequado do plástico nas cidades é prejudicial à estrutura das instalações civis do municio. Analogamente, a falta de educação ambiental na sociedade faz com que os indivíduos não vejam grandes problemas em se jogar uma embalagem plástica pelas ruas quando há a mínima dificuldade em se achar uma lixeira. Dessa forma, o prejuízo causado pelo plástico nesse caso se faz evidente quando, com chuva, as cidades alagam devido ao entupimento do sistema hidráulico público pelo acúmulo do material no sistema que impede o escoamento da água. Em segundo lugar, não se limita a danos na superfície, grande parte do lixo plástico tem como destino os oceanos. Outrossim, o resíduo não se dissolve na água, mas continua sendo capaz de ceifar a vida marinha pelos mais diversos meios: as ilhas formadas pelo material descartado matam a vida fotossintetizante ao inibir a penetração da luz; animais se prendem em redes, garrafas e sacolas, além de danificarem seus órgãos ao ingerirem pequenas partículas do sólido indigerível. Nesse ínterim, já estando evidente o impacto desse derivado petrolífero nos mares, a Universidade da Califórnia publicou um artigo discorrendo acerca da sopa formada por microplástico ser fator deletério à vida marítima, podendo-se concluir que pelo acúmulo no sistema digestório e comprometimento das guelras. Então, concluindo-se que não se trata de um composto prejudicial por si próprio, mas sim pelo seu descarte inadequado, medidas precisam ser tomadas a contornarem os impactos ambientais do lixo plástico em terra e em mar. Portanto, o Estado, em sua característica primordial de manter o bem-estar social, deve intensificar a divulgação nas mídias das boas maneiras relacionadas aos descartes, ensinando que não se deve jogar lixo nas ruas a fim de impedir que aconteçam os danos à estrutura hidráulica pública e, consequentemente, os alagamentos. Ainda, é necessário que a Organizações das Nações Unidas Para o Meio Ambiente, em seu dever de proteger a natureza, precisa destinar navios à coleta de lixo nos oceanos, além de intensificar as multas aos países que cometerem tal tipo de poluição, tudo isso a fim de contornar e evitar o acúmulo de plástico e seus impactos nos mares.