Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 11/03/2020
Na Segunda Revolução Industrial, com a descoberta do petróleo, o plástico tornou-se matéria-prima dos mais diversos objetos do cotidiano do homem, desde peças de carros até sacolas. Para além da época, tal material continua tendo sua devida importância na economia, mas, por razão da sua produção em grande escala, tornou-se um agravante do aquecimento global e a principal causa da morte dos animais marinhos.
De acordo com o documentário “Oceanos de Plástico”, 8 milhões de toneladas desse material originário do petróleo são despejadas todo ano nos mares. Entretanto, essa maneira não é a mais ecológica, tampouco a única existente, pois, cientistas ao redor do mundo já foram capazes de produzir sacolas biodegradáveis de mandioca, bem como canudos feitos de papel, o que reduziria consideravelmente o lixo plástico (como o biólogo Kevin Kumála). Ademais, a persistência no uso de tal material (que demora cem anos para se recompor), mesmo existindo alternativas, evidencia a tese de Max Horkheimer, sociólogo que acreditava que o homem só se importa com seus interesses pessoais, o qual busca explorar a natureza em prol de seus méritos, exaurindo-a.
Outrossim, é importante salientar que o plástico é o agente causador de substancial parcela das mortes dos animais marinhos, isso porque eles se alimentam ou se sufocam com a substância. Nessa conjuntura, alguns desses seres prejudicados são os fitoplânctons, que são responsáveis pela maciça parte da captação de poluentes, e, de acordo com o documentário “Cowspirancy”, o planeta, no que lhe concerne, passou do limite suportado desses gases na atmosfera, o que torna ainda mais necessários esses organismos vivos para a biosfera. Assim sendo, manter a produção de plásticos implica na morte de milhões de microorganismos fotossintetizantes, e que, por conseguinte, aumenta o aquecimento global, ameaçando não só os animais, mas também o homem.
Logo, medidas devem ser tomadas para reduzir os impactos ambientais apresentados. Para tal, é “mister” que o Legislativo vete a produção de sacolas e canudos plásticos, devendo ser substituídos, respectivamente, por materiais de mandioca e de papel. Ademais, cabe ao Ministério de Defesa, por meio de inspeções quinzenais de mercados e lojas, apurar se há comércios burlando essa lei, e devidamente multar os infratores. Além de ser crucial que o Ministério da Cidadania alerte a população sobre os riscos do uso de plástico através de propagandas nacionais. Desse modo, haverá um ecossistema e uma sociedade mais saudáveis.