Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 17/03/2020

Lavoisier, químico francês, afirmou que na natureza nada se perde ou se cria, tudo se transforma. Nesse sentido, torna-se simples entender que o plástico que os cidadãos descartam não desaparecem, apenas são realocados para ambientes, muitas vezes, impróprios, alterando, assim, o equilíbrio desses lugares. Destarte, é essencial destacar os impactos do lixo polimérico, para que seja possível mitigá-los e evitar que essa desarmonia cause extinções em massa.

É sabido, antes de tudo, que a poluição atmosférica é potencializada pela associação entre o mundo  pós moderno e a inconsciência ambiental. A criação da necessidade de compra, realizada pelas empresas, faz com que os indivíduos entrem em um ciclo vicioso, no qual os produtos tornam-se obsoletos rapidamente e devem ser substituídos pelos novos modelos. A consequência direta desse círculo e o crescimento exponencial do lixo, o qual  é maior do que a capacidade de reciclagem e reutilização disponibilizados pelos países.Como resultado disso, esses resíduos são incinerados, liberando toxinas para o ar, as quais além de acentuarem o efeito estufa, agravam problemas respiratórios, como afirma o estudo feito pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o qual diz que essas substâncias na atmosfera são cancerígenas e afetam os pulmões. Nesse viés, compreende-se que a sociedade é primeira e diretamente afetada pelo excesso de imundície.

Convém ressaltar, ainda, que não só os homens, mas também toda biota aquática é afetada. Constata-se que a curva de crescimento de sujeiras nos corpos hídricos é diretamente proporcional à quantidade de animais mortos, exemplo disso são as baleias que ingerem acidental e frequentemente sacolas e canudos, os quais são calcificados no trato digestivo e inviabilizam a sobrevivência delas. Ademais, cabe destacar que os resíduos eliminados nas avenidas fomentam as enchentes, uma vez que os espaços destinados à água são ocupados, por exemplo, por garrafas. Soma-se, então, a falta de planejamento municipal com o excesso de plástico, chega-se a casos de inundações que, geralmente, findam à vida de muitas pessoas.

Torna-se claro, portanto, que a abundância de lixo possui malefícios para todas os níveis de vida. Para diminuí-los, é fundamental que a ONU Meio Ambiente convoque os ministros ambientais e desenvolvimentistas de todos os países, formule um acordo que contenha metas sobre reciclagem, infraestrutura e sustentabilidade. Nesse pacto deverão estar claras as punições aos Estados que descumprirem o acordo, de modo que tenham que pagar multas. Dessa forma, a parceria internacional e regional tornará possível a seguranças das espécies e os plásticos serão transformados em novos objetos, fechando virtuosamente o ciclo da matéria proposto por Lavoisier.