Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 16/04/2020
A Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XVIII foi capaz de transformar diversas esferas dos sistemas mundiais. Um de seus efeitos foi o desenvolvimento da produção industrial em larga escala, a qual acabou impulsionando a geração de resíduos no meio ambiente, ocasionando assim, diversos problemas que podem ser sentidos até os dias de hoje. No Brasil, apesar de sancionada a lei de n° 12.305 de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os problemas ambientais só crescem. Nesse contexto, convém analisar como a negligência governamental fomenta tal problema e como é possível combate-lo.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o poder público e sua negligência é um dos grandes responsáveis em contribuir com a manutenção do lixo inadequado no meio ambiente. Isso decorre de uma insistência secular, tendo como exemplo os centros urbanos do século XIV com a falta de saneamento e a Revolução Industrial e suas falhas ambientais não resolvidas efetivamente. No Brasil, embora a lei 12.305/10 tenha sido consolidada com suas inúmeras metas, essa não foi capaz de se efetivar mesmo 10 anos depois. De forma contrária ao esperado, o país, segundo o Fundo Mundial da Natureza (WWF) está ocupando o quarto lugar entre os maiores produtores de lixo no mundo. Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, o Brasil contém cerca de 3 mil lixões, e, recicla somente 3% de suas toneladas, em vez dos 30%.
Em segundo plano, torna-se importante compreender que a falha no gerenciamento dos resíduos traz graves consequências ambientais, uma vez que agravam a poluição do ar, devido aos gases tóxicos, como é o caso do metano (CH4), que fomenta o efeito estufa e contribui para o aquecimento global; há também contaminação do solo, das águas superficiais e dos lençois freáticos devido o chorume oriundo do lixo. Somado a isso tem-se o número alarmante da pesquisa dirigida por Laurence Maurice, onde mostra cerca de 1,5 milhões de mortes anuais de animais marinhos, de todos os níveis tróficos - consequência das toneladas de plásticos despejados nos oceanos, revela Universidade da Georgia. Torna-se evidente, portanto, que o problema do lixo plástico no meio ambiente deve ser atenuado.
Em razão disso, compete ao Senado, com seu poder legislativo, formular novas diretrizes por meio de leis que sejam capazes de exigir das indústrias alterações na produção dos plásticos, com intuito de identificar, remover e substituir os elementos desses produtos que possam causar danos no meio ambiente. Além disso, o poder executivo deverá cumprir todos os seus decretos já postulados na lei de n° 12.305/10 já sancionada. Tendo essa postura ativa, o poder público afetará a população para que essa mude seus hábitos inadequados e todos estarão somando para o bem-estar do meio ambiente.