Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 24/04/2020

Observa-se que durante a 2ª Revolução Industrial, a indústria petroquímica possibilitou o desenvolvimento de polímeros como o plástico. Nesse cenário, é mister ressaltar que, embora o Brasil tenha sediado conferências ambientais -Eco 92 e Rio+20- ao fazer uma análise da cultura verdade-amarela, torna-se evidente a necessidade enfrentar, de forma mais organizada, os impactos causados pelo lixo plástico no meio ambiente. Sob esse aspecto, acredita-se que a redução da biodiversidade e contaminação do solo e lençóis  freáticos são efeitos a serem apaziguados.

Em primeira análise, cabe salientar que graças ao consumo exacerbado do plástico, o ambiente marinho sofre com a perda da diversidade biológica. Nessa perspectiva, foi divulgado pela revista " Scientific Reports" a existência de uma ilha de plástico, no Pacífico que possui 17 vezes o tamanho de Portugal. Dessa forma, é visto que, no oceano, o plástico se degrada em micropartículas que não só impedem a digestão de animais, ao serem ingeridas, mas também comprometem os ciclos biogeoquímicos da flora marinha afetando, assim, a biodiversidade dos oceanos.

De outra parte, também é notório salientar a contaminação dos solos e de aquíferos como impactos a serem atenuados. Nesse sentido, foi explanado pela Abrape - Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública- a existência, no Brasil, de quase 3 mil lixões ou aterros sanitários irregulares, além de enfatizar que apenas 9% do lixo plástico, produzido pelos brasileiros, é reciclado. Desse modo, julga-se que o descarte inadequado desse material prejudica o solo e os lençóis freáticos, dado que esse polímero, além de superlotar os aterros dificulta a decomposição de outros resíduos ocasionando, por conseguinte, a infiltração de chorume - líquido poluente  originado na decomposição de resíduos-  causando prejuízos ao solo e lençóis freáticos.

Urge, pois, que iniciativa privada e Estado trabalhem em parceria visando a implementação de medidas que possam mitigar a problemática em voga. Dessa maneira, O Governo Federal - por meio do Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Ministério da Infraestrutura- deve estabelecer parcerias com corporações  que busquem criar um plástico que afete o meio ambiente de forma mais amena direcionando capital para o desenvolvimento pesquisas que possam produzir um polímero biodegradável tendo como base a matéria vegetal- bagaço da cana, amido da mandioca,-, a fim de amenizar o impacto causado pelo lixo plástico no meio ambiente.Ademais,o executivo deve aperfeiçoar a coleta seletiva e o sistema de descarte de lixo plástico conduzindo verba para a construção de locais adequados para o descarte de resíduos, além de financiar associações de reciclagem. Com tai medidas, o fato será, gradativamente, apaziguado.

embora o uso do plástico tenha facilitado o cotidiano do cidadão, na atualidade, torna-se evidente a necessidade de enfrentar o impactos do lixo plástico no meio ambiente, já que de acordo com a ONU - Organização das Nações Unidas- anualmente, cerca de 8 milhões de toneladas de lixo plástico chegam aos oceanos. Nessa perspectiva, acredita-se que o descarte inadequado desse polímero não só diminui a biodiversidade, mas também interfere no ciclo da água.

que ao fazer uma análise vertical da sociedade brasileira, torna-se evidente a necessidade de a população enfrentar, de forma mais organizada, os impactos ambientais causados pelo lixo plástico. Sob esse aspecto, acredita-se que esses resíduos não só causam a perda de biodiversidade, mas também agravam problemas ambientais.