Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 21/04/2020
Atualmente, muitos cientistas defendem a teoria de que a humanidade encontra-se em uma nova Era Geológica por conta das grandes mudanças e dos impactos gerados no meio ambiente pelas ações antrópicas desde a Revolução Industrial. Nesse sentido, o plástico, como material de extrema praticidade e resistência muito utilizado para proteção e armazenamento de produtos, ganha notoriedade, em decorrência de seu caráter não biodegradável, ou seja, o seu acúmulo no meio ambiente, principalmente nos mares e oceanos, fator que prejudica esses ecossistemas e pode afetar a própria saúde do ser humano. Dessa forma, fatores de ordem histórica e ambiental caracterizam a problemática.
É importante pontuar, de início, a histórica despreocupação das empresas e governos quanto ao destino dado ao lixo produzido. Infelizmente, o aumento da produção de dejetos ao longo dos anos não foi acompanhado de pesquisas e medidas voltadas para a solução do destino dado ao excesso de lixo produzido, principalmente o que fazer com o plástico, por exemplo, material que leva muito tempo para ser degradado na natureza. Como pode ser ratificado pelo documentário “Plastic Ocean”, toneladas de plástico são lançadas nos oceanos todos os anos e há uma previsão de que num futuro recente exista menos peixe do que esse material nos mares.
Outrossim, vale ressaltar os impactos para o próprio ser humano desse descuido com o descarte do plástico. Esse material, uma vez que se acumula no meio ambiente, sofre um processo de bioacumulação, no qual animais menores se alimentam de pequenos pedaços de plástico e os animais maiores ao se alimentarem dos menores acumulam mais dessa substância no organismo. Com isso, o ser humano, ao ocupar o topo da cadeia alimentar e ingerir peixes, principalmente, absorve maiores taxas de plástico, o que gera prejuízos para o metabolismo. Logo, diante de tudo que foi exposto, faz-se mister a reversão desse quadro.
É notória, portanto, a relevância de fatores de cunho ambiental e histórico na temática supracitada. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, em parceria com as Faculdades, o papel de investir em pesquisas para o desenvolvimento de um material que venha a substituir o plástico e que seja biodegradável. Ademais, é fundamental que o mesmo agente atue na distribuição de verbas para o desenvolvimento de estabelecimentos de tratamento do lixo e proibição do descarte de dejetos nos oceanos. Tal medida pode ser efetivada por meio de leis que determinem essas ações. Poder-se-á, assim, combater o problema e evitar a efetivação da previsão do documentário “Plastic Ocean”.