Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 11/04/2020

No século XX, pós-Segunda Guerra Mundial, em meio aos infortúnios globais, foi fundada a Organização das Nações Unidas, a qual, mediante uma carta de fundação, estabeleceu não só obrigações decorrentes de tratados, como também o objetivo de promover o progresso da economia, do meio ambiente, de uma sociedade inclusiva e sustentável. No entanto, o Brasil, como membro dessa Instituição, hodiernamente, ainda sofre com problemas advindos do pretérito histórico, como os impactos do lixo plástico. Tal situação torna-se intrínseca na sociedade haja vista ao consumismo desenfreado, bem como a ineficácia das políticas públicas. Destarte, é impreterível a adesão de medidas sinérgicas, com o fito de atenuar as mazelas do óbice vigente.

Convém salientar, a priori, que o consumo permeia de forma exacerbada no âmbito social contemporâneo. Nesse viés, cabe ressaltar, o fordismo, que se trata de um sistema de produção, proposta pelo norte-americano, Henry Ford ,no século XX, cuja principal característica é a produção em massa, visando o barateamento dos produtos e, portanto, o consumismo. Tal situação corrobora em uma maior produção de plásticos, interferindo diretamente em maiores impactos para o meio ambiente. Consequentemente, é comum o crescimento no número de mortes de animais marinhos.

A posteriori, é imprescindível ressaltar ainda, a supressão de deliberações governamentais com o intuito de fenecer o óbice. Dessa forma, em 2015, as negociações internacionais que culminaram na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), elucidaram no plano de metas da Agenda 2030, o objetivo 9, que visa a industrialização, infraestrutura e inovação sustentáveis, expondo, contudo, contrariedade com a realidade corrente, visto que permeia-se a inoperância estatal quando às fiscalizações em relação ao lixo produzido devido ao consumo. Por conseguinte, a poluição tende a aumentar desordenadamente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os impactos do lixo plástico. Desse modo, as escolas, em conjunto com a mídia, como preceptoras de opinião, devem promover a conscientização do consumismo e suas consequências, por intermédio da disseminação de campanhas informativas, como também a elaboração de oficinas que suscitem a solidariedade dos cidadãos, com o objetivo de minimizar a poluição. Concomitantemente, o Governo, coadjuvante às instituições privadas, como detentores de recursos, deve aumentar a eficácia das leis protetoras do ambiente, por meio de investimentos majoritários em uma fiscalização perdurável, além da ampliação de fundos monetários, objetivando que a diligência preventiva vigore de modo eficaz. Em suma, a consumação de todas as providências interventivas é improrrogável para a garantia das diretrizes instituídas pela ONU.