Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 13/04/2020
A geração Coca-Cola pode ter se acostumado a ganhar brinquedinhos de plástico no aniversário e a consumir alimentos embalados em pacotes chamativos e descartáveis, mas o planeta não se acostumou com o severo impacto ambiental da cultura antropocênica - e nem vai. Assim, resta ao ser humano escolher entre duas opções: mudar o rumo dessa jornada ao optar por matérias-primas alternativas ou continuar com a produção desenfreada de plástico e ser tragado (junto às demais espécies) em consequência a escolhas irresponsáveis.
De acordo com a Science Magazine, foram produzidos cerca de 6,3 bilhões de plásticos até o ano de 2015, sendo que somente 9% do total foi reciclado. Infelizmente, esses dados evidenciam um enorme desperdício da incrível capacidade transformativa do plástico, que permite a sua reciclagem para a síntese de produtos de elevada qualidade e a utilização do calor calorífico em potencial para a produção de combustíveis. Dessa maneira, dado o longo período necessário à decomposição dos derivados de petróleo, o aumento da taxa de reciclagem é crucial à redução de danos ambientais causados pela indústria do plástico.
Entretanto, essa não é a única elevar a sustentabilidade a nível mundial, haja vista que pesquisadores europeus desenvolveram uma maneira de fazer produtos de características resistentes e maleáveis como o plástico, mas inteiramente compostos de fungos. Tais produtos podem ser utilizados para diversos fins, mas o mais notável é o de servir em substituição às embalagens descartáveis de plástico que tanto assolam os ecossistemas do globo. Dessarte, com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade, a IKEA anunciou em 2006 a adoção de embalagens de fungo produzidas pela empresa Ecovative, o que evidencia a possibilidade da utilização desse recurso em nível industrial.
Portanto, há diversas possibilidades de ação para mudar o curso da história e proteger a única morada do ser humano, o planeta Terra. Nesse intuito, a ONU deve propor a redução da produção mundial de plástico, por meio de um acordo entre entre os países-membros à semelhança do Protocolo de Kyoto, com o propósito de reduzir o impacto industrial. Diante disso, para contribuir com o tratado, o governo do Brasil deve estimular a reciclagem em solo nacional com a expansão da coleta seletiva - que deverá ser feita a partir da implantação de lixeiras especiais em todo o solo nacional - e a entrega do lixo recolhido a empresas recicladoras interessadas. Ainda, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve incentivar pesquisas que visem à produção de embalagens de fungo, a fim de possibilitar o desenvolvimento de empresas produtoras desses material no país. Com essas medidas, a produção e consumo se tornarão mais sustentáveis e a geração Coca-Cola dará lugar à “geração consciente.”