Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 20/04/2020

Constata-se a presente efervescência humana no que tange ao pleno e gradual desenvolvimento, seja ele social, tecnológico ou econômico. A frenética busca do novo e prático, com o fito de otimizar a rotina do homem possibilitou múltiplas descobertas científicas de valor colossal para a situação existida pela sociedade no século XXI. Exemplo disso é o plástico, material prático e de baixo custo,utilizado em larga escala hodiernamente. No entanto, a inexatidão de consciência humana, que abusa de tal benefício e sequer descarta-o de maneira conveniente, prejudica de forma severa o próprio meio em que vive e outras espécies que nele também habita, resultado de um sentimento egocêntrico e insólito conhecimento sobre educação ambiental, emanando impactos até irreparáveis para o planeta.

O site de entretenimento informacional G1, constata, através de pesquisas, que o Brasil é um dos países que menos recicla no mundo, ficando atrás apenas do Iêmen e Síria. Ademais, ele produz cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano, mas, somente 145 mil toneladas são recicladas, concentração sucinta, se comparado à quantidade corporificada. Adjunto ao quesito produção e mínimo fator de reciclagem, cidades desenvolvidas, com grande contingente populacional, possuem leis ambientais que não são suficientes para preservação do meio ambiente, fazendo com que em um minuto, milhares de indivíduos utilizem diversas sacolas plásticas, joguem embalagens, copos e outros subprodutos plásticos descartáveis nas ruas, com reduzida ou sem punição pelo ato.

As consequências advindas da má educação e ausência de políticas ambientais são diversas, tais como: enchentes em ambientes periféricos, causados pela obstrução de valas e bueiros por lixos plásticos, acúmulo em aterros sanitários devido a quantidade exacerbada de plástico e poluição visual causada por resíduos de microplástico. Não obstante, o blog do Senac -Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial- , alerta sobre os danos dos plásticos que são descartados no continente, que causa a morte  de aproximadamente 100 mil animais marinhos anualmente, afetando diretamente o ciclo reprodutivo desses, causando a extinção de cerca de 15% do total de espécies.

Infere-se, portanto, a adoção de medidas paliativas para resolução de tal imbróglio. O Legislativo, através de seu poder jurídico, deve formular leis que atuem igualitariamente à nível nacional, não só reduzindo o uso de plástico em restaurantes e outros tipos de comércio e sim, erradicando o uso desse material, além de aumentar a fiscalização e o grau de punição dada ao descarte indevido do plástico em meio urbano. Outrossim, o Estado, por meio de verbas governamentais, deve implantar em instituições de ensino a educação ambiental, com o fito de educar e conscientizar a população desde o princípio, resultando em adultos munidos de seus direitos e deveres para com a mãe natureza.