Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 22/04/2020
A segunda Revolução Industrial foi marcada pelo surgimento da eletricidade, aço e petróleo. Esse último, matéria prima de um polímero que trouxe enorme facilidade à indústria por sua maleabilidade e redução nos custos de produção, mas, depois, transformou-se no maior agente de poluição do planeta, o plástico. Por conta dele, no berço das mais variadas formas de vida, os mares, surgem ilhas flutuantes de lixo que destroem a biodiversidade marinha. Diante disso, cabe análise das causas, consequências e possível solução.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar que o descarte irresponsável do lixo é o principal motivo da poluição dos lagos, rios e oceanos. Segundo a WWF (World Wide Fund for Nature), oito toneladas de plástico entram nos mares todos os anos. Percebe-se, desse modo, que o homem buscou um produto que trouxesse facilidade à vida, de produção barata e em larga escala, mas não se preocupou com os resíduos gerados a partir dessa poluidora descoberta. Nota-se, portanto, que a ambição humana foi negligente e irresponsável com a preservação da natureza.
Em segundo lugar, vale ressaltar que essa prática inconsequente tem feito surgir ilhas gigantescas nos oceanos, a partir da aglutinação de materiais carregados pelas correntes marítimas. Por conta disso, conforme relato da BBC, são mortos, todos os anos, cem mil animais marinhos, por confundirem esses resíduos com comida. Essa cultura de desrespeito à natureza demonstra que o homem enxerga apenas ao lucro, sem se preocupar os danos causado e jamais recuperados ao meio ambiente. Essa tese é respaldada pela Escola de Frankfurt quando trata da massificação cultural.
Depreende-se, destarte, que o plástico é uma ameaça ao equilíbrio ecológico na Terra ao se depositar nos mares. Logo, é preciso que a ONU – Organização das Nações Unidas –, por meio da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, lidere um protocolo de intenção entre os países membros, para que sejam substituídos os hidrocarbonetos por materiais biodegradáveis na fabricação dos plásticos. Esse diploma deverá fixar o prazo de 10 anos para os países começarem o processo de transição. Com isso, espera-se melhorar as condições dos oceanos nas próximas décadas. Como efeito, almeja-se a redução da mortandade dos animais marinhos provocada pela ingestão do lixo não degradável arrastado pelas correntes das marés.