Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 29/04/2020
No livro “Androides sonham com ovelhas elétricas?”, de Philip Dick é descrito a “teoria do bagulho”, a qual consistia em um material bioacumulativo que gerava sérios danos a saúde ambiental e humana. Não distante da ficção, nos dias atuais, existe um cenário semelhante ao descrito pelo escritor, o qual é decorrente do descarte incorreto do plástico, que vem acumulando-se nos mares e, por consequência, impactando na cadeia alimentar por meio de micropartículas e corroborando para desequilíbrio imunológico de algumas espécies inclusive o ser humano.
A priori, é imprescindível discutir a quantidade de plástico nos oceanos que chega a números impressionantes. Segundo a Organização das Nações Unidas(ONU), cerca de 70 a 80% do lixo do mar é proveniente de resíduos plásticos, que vêm integrando-se cada vez mais ao ambiente aquático, chegando, assim, a ser encontrado micropartículas de plástico em estômagos de pequenos animais marinhos. Consequentemente, tais partículas são bioacumulatívas na teia alimentar, ou seja, tornando-se presente no organismo de consumidores posteriores. Dessa forma, transforma-se em um problema de estabilidade ecológica.
Ademais, a acumulação de plástico no organismo pode apresentar alguns danos a saúde desses animais, pois, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, grande quantidade desses resíduos contêm substâncias tóxicas e bioacumulativas, as quais podem intensificar a resposta imunotoxicológico de diversos seres presentes na cadeia alimentar, como, a título de exemplo, o mexilhão, que responde com inflações generalizadas. Dessa forma, detendo um potencial danoso a saúde de diversos seres vivos inclusive para ser humano, assim, proporcionando um impacto ambiental de consequências desastrosas para ecossistema vigente.
Com intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional junto com iniciativas miadiáticas devem promover propagandas que estimulem o desuso de materiais proveniente de plásticos e incentivem o consumo de outras formas de substituir concientemente objetos feitos desse material, pois, assim, haveria um cenário favorável aos novos produtos, que teriam o aval da sociedade, a qual estimularia as empresas privadas a buscarem formas mais sustentáveis na composição dos seus produtos. Portanto, alcançando o objetivo previsto com uma redução significativa da interferência do plástico no meio ambiente e, por sua vez, preservando a saúde de diversas espécies e distânciando do desequilíbrio ambiental proposto por Philip Dick.