Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 24/04/2020

Nietzsche, pensador alemão, em todo seu niilismo, enxergava com ceticismo e pessimismo a realidade. Se analisasse, hoje, a sociedade, veria que seu pensamento estava correto, afinal o descarte de lixo plástico no meio ambiente, sobretudo nos oceanos, cresce a passos largos e de modo descontrolado. Desse modo, é importante que esse problema, causador da destruição da vida humana e marinha, seja debatido socialmente, em âmbito mundial, visando soluções mais eficientes possíveis.

Em primeiro plano, ganha particular relevância a descoberta, em 1997, pelo velejador Charles Moore, da existência de uma massa de rejeitos de garrafas, artigos de pesca, dentre outros objetos de plastico, flutuantes sobre o Oceano Pacífico. Denominada Ilha de Lixo, essa região cobre uma área exorbitante, e a cada dia, se torna maior e mais prejudicial às especies nativas. Uma matéria divulgada pela BBC News, aponta que correntes marítimas de diversas regiões do mundo, trazem o lixo dos oceanos para o mesmo local, ocasionando a exagerada dimensão do fenômeno. Vê-se, portanto, que as civilizações mundiais não estão sendo consequentes ao pensar no futuro do planeta, uma vez que, os impactos causados pelo descarte do lixo plástico no ambiente é uma responsabilidade de todas as nações.

Em segundo plano, cabe ressaltar que os efeitos causados pela Ilha de Lixo no ecossistema local são assustadores e tomam enormes proporções. Primeiramente, é notório que a presença de tantos materiais na água prejudicam o habitat dos animais. Esses, por sua vez, comem os objetos plásticos por engano, e até mesmo se enroscam em redes de pesca, levando à morte de milhares deles a cada ano. Ademais, observa-se que, a sombra causada pela camada de lixo, acima de algas e corais, é extremamente prejudicial à vida local, dado que, a luz do sol é a principal fonte de energia para a realização da fotossíntese (processo para obtenção de energia química de algas). O relatório apresentado no Congresso Mundial de Conservação, em 2016, acrescenta que as algas, cianobactérias e outros tipos de fotossintetizantes marinhos contribuem com cerca de 70% do oxigênio da atmosfera. Sendo assim, o aumento exponencial da quantidade de lixos plásticos nos oceanos afeta negativamente, não só a harmonia da fauna e flora oceânica, como também, a qualidade de vida dos seres humanos.

Diante desse cenário, são necessárias ações que, ciente da responsabilidade geral dos cidadãos no acúmulo de lixo nos oceanos e suas eventuais consequências, busquem minimizar esse quadro. Cabe a Organização das Nações Unidas, a tarefa de firmar um acordo de incentivo à reciclagem e redução da produção de plástico entre os países, visando diminuir os resíduos descartados pela população. É de responsabilidade das empresas privadas, apoiar projetos como Ocean Cleanup, que tem por objetivo a limpeza completa da Ilha de Lixo. Assim, trazendo de volta a biodiversidade marinha e o bem estar social.