Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 27/04/2020
Aristóteles já na antiguidade grega, entendia ética como a busca do bem comum. Entretanto, ao se observar a relação contemporânea da humanidade com o meio ambiente, em especial o uso exagerado do plástico, constata-se um afastamento desse ideal aristotélico e a prevalência do individualismo exacerbado. Isso ocorre em função do comodismo e traz como consequência a poluição dos mares, afetando os animais e inclusive os humanos. Assim, torna-se urgente mudar esse cenário.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o problema deriva da comodidade da sociedade em relação ao assunto. Segundo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e a coletividade é uma das responsáveis por garantir tal direito. No entanto, a população não faz seu papel de cuidadora do equilíbrio ambiental, muitas vezes, simplesmente, por ser mais cômodo usas plástico a outros materiais, não tendo, por exemplo, que lavar copos e pratos se usarem os descartáveis, outros, nem mesmo, descartam da maneira devida esses produtos, apenas jogando-os nas ruas, lagos e rios. Desse modo, nota-se as atitudes antiéticas desses indivíduos, pois, fazem tais ações sem pensar no melhor para todos.
Nesse contexto, é imperativo ressaltar a poluição dos mares, e como isso afeta os seres humanos, como resultado do lixo plástico no meio ambiente. De acordo com a especialista no tema, Laurence Maurice, 1,5 milhão de animais morrem por ano nos oceanos, por causa do plástico. Diante disso, percebe-se quão maléfico é o uso incorreto dessas substâncias para o meio aquático, entre os animais supracitados que, frequentemente, consomem esses objetos e morrem, estão: peixes, tartarugas, aves e outros. Muitos desses chegam até os humanos para serem consumidos já intoxicados, que então, pelo efeito da bioacumulação na cadeia alimentar, afetam assim os que o consomem. Ora, “inteligência é a habilidade da espécies de viver em harmonia com o meio ambiente” diz Paul Watson, Co-fundador do Greenpeace, nesse sentido, vê-se que tal habilidade, não é presente hodiernamente.
Dessa forma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no contexto brasileiro. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com ONGs socioambientais, deve elaborar campanhas informativas, divulgadas por meio dos principais veículos de comunicação - televisão, rádio e redes sociais - que instruam sobre as melhores estratégias cotidianas para redução da utilização dos descartáveis. Dessa maneira, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto do uso irrefletido do plástico, e a coletividade alcançará a inteligência descrita por Paul Watson.