Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 27/04/2020

Fernanda Cortez é uma ativista ambiental que, no ano de 2018, lançou uma série de vídeos chamada “Mares Limpos” em seu canal, abordando a questão da poluição plástica nos mares e seus impactos. Assim como ela, inúmeras pessoas têm se atentado para o problema da produção, uso e descarte incorretos do plástico, devido a suas consequências prejudiciais ao meio ambiente e a vida marinha. Esse material se acumula há anos nos oceanos do mundo, degradando todo um ecossistema essencial para todas as formas de vida, bem como, os próprios seres vivos.

Em primeiro lugar, é fundamental ter em mente que a problemática parte do mau uso do material em questão, com destaque para os descartáveis. O homem produz uma quantidade demasiada de plástico, apesar de ter elevada durabilidade e pouco tempo de utilização; cerca de 35% de milhões de toneladas produzidas por ano é descartado em até vinte minutos de uso, aglomerando-se em mares e lixões sem o devido tratamento. Posto isso, torna-se ainda mais insustentável o quadro atual, visto que essa quantidade é acumulada há muito, danificando tanto o ecossistema aquático quanto o terrestre, já que há liberação de gases tóxicos a nível de respiração dos seres humanos e uma concentração de sólidos nas águas, dificultando a vida marinha.

Outrossim, o lixo plástico acumulado, em grande quantidade e durante muitos anos, é fragmentado e dissolvido, tornando-se micro plástico. Peixes menores, que servem de alimento para outros, consomem os fragmentos do polímero pela semelhança com seu sustento (como o plâncton), e quando comidos em maior quantidade por outros, geram acumulação do material em questão no estômago dos animais, levando a morte ou causando doenças, como câncer. Além disso, tartarugas, golfinhos, peixes grandes, aves e baleias morrem por muito ingerir ou se engasgar com o plástico, estando alguns já em extinção. Em ambos os casos, tanto os próprios animais e suas espécies são prejudicadas, quanto o homem (ao ingerir um peixe com algum problema de saúde) e o meio ambiente (ao perder a contribuição do animal para sua manutenção).

Destarte, para que os impactos do lixo sejam amenizados, o Ministério do Meio Ambiente deve desenvolver um projeto visando, a curto prazo, a limpeza dos mares e uma checagem intensiva na saúde da maior quantidade possível dos animais. Isso, por meio da convocação de biólogos marinhos, veterinários e dos demais profissionais capacitados para execução do plano. A médio-longo prazo, o projeto deve abordar a questão da reciclagem em larga escala, que beneficiará o meio ambiente e gerará riquezas ao país. Desse modo, o Brasil pode ter mares limpos, e tornar-se um exemplo mundial.