Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 30/05/2020

As resinas plásticas são materiais química e fisicamente resistentes. Essa é sua maior qualidade e seu maior defeito. Ela permite que os plásticos sejam usados para vários fins, mas garante que sua degradação seja demorada, colaborando para a poluição do meio ambiente. Quando esses materiais atingem os rios, são carregados para os oceanos onde se acumulam e ameaçam a sobrevivência dos seres vivos. Para resolver esse problema de escopo mundial, é preciso executar medidas imediatistas, como o incentivo econômico à substituição dessas resinas por similares biodegradáveis.

Em primeiro lugar, as consequências da poluição plástica do meio ambiente são tão graves que requerem soluções prementes e globais. As tartarugas-marinhas, por exemplo, animais ameaçados de extinção, são encontradas mortas em todos os oceanos temperados devido à ingestão de plásticos. O extermínio desses répteis é irreversível e pode desencadear desequilíbrios nas cadeias alimentares marinhas, causando desaparecimento de outras espécies e afetando a pesca, atividade vital para comunidades litorâneas. Para resolver essa situação, medidas que demorem a surtir efeito, como a reeducação das populações para que destinem corretamente seus resíduos, apesar de importantes, não impediriam a iminente extinção das espécies. Além do mais, os mares são compartilhados por todas as nações. Se em um país como o Brasil, uma das dez maiores economias do mundo, há grandes dificuldades para educar o povo em tempo hábil, isso seria irrealizável na África subsaariana.

Considerando a urgência dessa situação, uma solução viável é a substituição das resinas plásticas derivadas do petróleo pelas biodegradáveis. É nisso que trabalha a empresa holandesa Avantium: ela recebe investimentos da Coca-Cola e da cervejaria Carlsberg para desenvolver bioplásticos a partir do amido de batata. Esses podem ser usados na fabricação de diversos tipos de embalagens, inclusive para bebidas gaseificadas. Após usados, esses recipientes podem ser depositados diretamente na terra e usados na compostagem. Mesmo que cheguem aos oceanos, eles sofrem degradação rápida causando impactos mínimos aos ambientes aquáticos.

Portanto, para impedir que a poluição plástica cause danos ambientais permanentes, é preciso adotar providências que apresentem resultados imediatos, como a troca de plásticos convencionais por bioplásticos nos países que mais poluem. Para tal, é necessário que os poderes legislativos nacionais aprovem leis que aumentem os encargos sobre a venda de produtos fabricados com plástico do petróleo e que deem incentivos fiscais para as empresas fabricantes de bioplásticos. Essas leis tornariam os plásticos biodegradáveis economicamente mais viáveis que os comuns, reduzindo o uso destes e incentivando o daqueles. Assim, pode-se garantir a conservação dos ecossistemas.