Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, um corpo social isento de problemas é retratado. Fora da ficção, o planeta terra encontra-se em um campo hodierno onde os impactos ambientais produzidos pelo lixo plástico tornam-se preocupantes, seja pela evolução do homem em função da degradação do meio ambiente, seja pelo descarte indevido nas fontes de água. Assim, faz-se essencial a discussão sobre as consequências e efeitos do plástico no meio ambiente.
Primordialmente, é importante destacar que, desde o surgimento do modelo produtivo Toyotismo, a produção de bens não duráveis cresceu exponencialmente e, por consequente, o descarte indevido dos resíduos plásticos. Indubitavelmente, a forma de eliminação do lixo esta relacionada à problemática, haja vista que países em desenvolvimento, como o Brasil, não dispõem de muitos aterros sanitários, e recorrem à utilização de lixões, que a longo prazo, provocam a contaminação do solo e lençóis freáticos com substâncias tóxicas como o chorume, poluição do ar com gases poluentes, como metano e dióxido de carbono, além de serem locais propícios para a proliferação de vetores de doenças como dengue e leptospirose.
Ademais, o documentário “Oceanos de Plástico”, da plataforma Netflix, reproduz a atual situação dos oceanos, os quais contabilizam mortes de diversas espécies de peixes por ingestão de microplástico, e ilhas de lixo que impedem a passagem de luz e, por resultado, a não purificação da água através da fotossíntese das algas e acidificação do meio aquático. De acordo com uma reportagem da revista National Geographic, em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes, podendo ser associada a esse dado à cultura de descarte inapropriado, pois, ainda segundo o documentário, grande parte dos resíduos acaba nos mares, mesmo aqueles que não foram diretamente jogados nas fontes hídricas.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Cabe aos Governos Federais, em conjuntura com profissionais do meio ambiente capacitados, criarem ações que solucionem o problema. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos com palestras, que busquem mostrar com dados estatísticos e imagens a gravidade e as consequências da questão, com objetivo de promover conscientização. É possível, também, a criação de uma “hashtag”, com o tema de diminuição do uso de materiais não biodegradáveis, como sacolas e embalagens, a fim de ganhar mais visibilidade e alcance a campanha. Desse modo, é viável a construção de um mundo como o idealizado por More.