Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 05/05/2020
É notório que a poluição é o maior produto do atual sistema produtivo. Desse modo, o plástico — polímero sintetizado a partir de resíduos fósseis, portanto, não renovável — é produzido em massa para sustentar a alta demanda. Assim, gera-se enormes prejuízos no que tange à poluição causada pelo lixo plástico que abrange desde a contaminação do ar atmosférico até os oceanos.
Primeiramente, de acordo com o co-fundador do Greenpeace, Paul Atson, a inteligência é a habilidade das espécies de viver em harmonia com o meio ambiente. Por conseguinte, em oposição essa afirmativa, tem-se a realidade produtiva atual: a ação antrópica, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), gera bilhões de toneladas de lixo plástico anualmente, o que acarreta, com sua queima como método de descarte, o lançamento de poluentes para a atmosfera, o que recrudesce o efeito estufa, de modo a colaborar com o derretimento das geleiras e com o aumento da temperatura global.
Por outro lado, além da poluição atmosférica, tem-se a contaminação dos oceanos. Por consequência, muitos animais marinhos se alimentam ou se ferem com o lixo descartado nos mares: de acordo com a ONU, mais de 100 mil habitantes do ecossistema oceânico morrem vítimas da poluição. Assim, como exemplo, tornou-se viral, em todas as mídias sociais, um vídeo de uma tartaruga marinha com um canudo preso na narina, o que elucida o cotidiano da fauna aquática ameaçada pelo plástico.
Destarte, ao se considerar os impactos do plástico na natureza, evidencia-se a necessidade de frear seu consumo. Portanto, é fulcral que a ONU, por intermédio de uma extensão da Cúpula da Terra, elabore um protocolo para o uso do polímero fóssil, análogo ao Protocolo de Kyoto: cada país poderá produzir uma quantidade limitada de plástico e vender o crédito excedente para outras nações. Desse modo, espera-se que, além de atenuar o lixo gerado por esse material, fomente-se a produção de polímeros biodegradáveis.