Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 14/07/2020

Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) implantou a Declaração Universal dos Direitos Humanos que objetiva, entre outras coisas, assegurar o direito à vida, à saúde e ao bem-estar social a todos. Entretanto, esses direitos são feridos, uma vez que o lixo plástico tem causado impactos no meio ambiente, como a morte de animais marinhos - fonte de renda e alimentação de muitas pessoas. Isso porque, além da carência de políticas públicas voltadas ao tema, há também a falta de conscientização dos indivíduos.

Em primeira análise, a falta de políticas públicas mostra-se como um dos entraves à resolução do problema. Isso porque, compete aos Estados a promoção de ideias e sua efetivação, a fim de assegurar os direitos de 1948. Nesse sentido, alguns estados do Brasil, como o Rio de Janeiro, tomaram a iniciativa de incentivar - por meio de propagandas e projetos de lei - o uso de materiais biodegradáveis e o correto descarte do lixo plástico. Porém, o estorvo está longe de ser solucionado, pois além de haver poucas políticas ambientalistas, infelizmente, essas não estão sendo adotadas por todos os países.

Além disso, os impactos do lixo plástico no meio ambiente encontram terra fértil na falta de conscientização dos cidadãos. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão apresentada. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada. Nesse sentido, Habermas, filósofo alemão, traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para conscientizar, faz-se necessário debater sobre.

Infere-se, portanto, que para reduzir os impactos do lixo plástico no meio ambiente é preciso uma ação conjunta de todo o mundo. Logo, a ONU, em conjunto com as ONGs, deve promover políticas ambientalistas - como práticas sustentáveis e a substituição dos plásticos por materiais biodegradáveis -, por meio de acordos de crédito com os países que as adotarem, como feito com o CO2. Assim, seria possível reverter as drásticas expectativas de que em 2050 teríamos mais plásticos do que peixes nos mares, pois reduziria o lixo produzido. Ademais, as ONGs devem trabalhar em consonância com as mídias sociais, a televisão e o rádio, promovendo podcasts, propagandas e entrevistas com biólogos, a fim de informar e conscientizar a população. “É preciso pensar globalmente e agir localmente”, Greenpeace.