Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 08/05/2020

A sociedade de consumo, tematizada pelo filósofo Guy Debord, é permeada por um consumo constante, excessivo e até mesmo desnecessário de diversos produtos. Nesse aspecto, nota-se que uma porção gigantesca do que é produzido atualmente possui o plástico como matéria prima e é descartada na natureza, prejudicando fauna e flora tragicamente, muitas vezes de maneira irreversível. Assim, animais mortos por intoxicação e asfixia por consumo dessas substâncias, e ambientes aquáticos eutrofizados são comumente observados, sendo necessárias medidas urgentes que modifiquem esse quadro.

Primeiramente, a maior parte desses objetos plásticos é utilizada apenas uma vez antes de serem jogadas fora, como sacolas plásticas, canudos e até garrafas PET. Dessa forma, eles constantemente vão para mares e oceanos e acabam servindo de refeição para diversos animais, que incapazes de diferenciar seus alimentos de forma eficaz podem morrer asfixiados e intoxicados. Ademais, por não serem metabolizados, esses polímeros provocam um processo de biomagnificação, no qual essas substâncias vão se acumulando nos organismos no decorrer dos níveis tróficos, provocando danos da base ao topo da cadeia alimentar.

Em segundo plano, as chamadas ilhas de plástico, locais onde há um agrupamento muito grande desse elemento, são capazes de provocar a turbidez da água, ou seja, impedem a plena entrada de luminosidade nesse meio. Nesse sentido, organismos autotróficos - que realizam a fotossíntese e disponibilizam oxigênio para o meio - ficam incapacitados de realizar o processo por pouco acesso a luz solar. Assim, diversos seres aquáticos aeróbicos podem morrer, havendo um acúmulo de matéria orgânica, de bactérias decompositoras e a conseqüente eutrofização do ambiente.

Portanto, com o intuito de incentivar a substituição do plástico por outros produtos ecologicamente menos danosos, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com ONGs socioambientais, deve elaborar campanhas informativas urgentemente. Elas devem ser divulgadas por meio dos principais canais de comunicação, como televisão e redes sociais, em âmbito nacional, que instruam sobre as principais estratégias para redução da utilização de descartáveis.