Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 12/05/2020

A Revolução Industrial, fenômeno de grande desenvolvimento científico e tecnológico, propiciou enormes transformações nos hábitos da sociedade que, por influência da Mídia, valoriza a compra como parte integrante da vida humana. Nesse ínterim, o consumo exagerado de produtos industriais eleva o volume de lixo gerado pela população, fato que necessita de uma análise aprofundada, uma vez que gera problemas urbanos e graves desequilíbrios ambientais.

A priori, o lixo exige uma ampla rede de infraestrutura que assegure a sua destinação correta, fato constantemente negligenciado pela sociedade. Nesse contexto, a urbanização brasileira ocorreu de forma abrupta e desordenada, condição que, agravada pela falta de interesse público, impediu que as necessidades básicas para a organização dos serviços fossem implementadas de forma correta. Desse modo, em grande parte das cidades brasileiras, os dejetos convivem diariamente com a população ou são direcionados para locais precários, situação que gera contaminação do solo e da água, formação de comunidades do lixo e, consequentemente, diminuição da qualidade e expectativa de vida nessas áreas.

A posteriori, a carência do tratamento adequado desses materiais traz malefícios também aos ecossistemas naturais. Sob esse viés, como proposto por Adam Smith, ‘‘o consumo é o único propósito de toda produção’’, ou seja, as consequências dessas atividades não são consideradas quando o produto é elaborado. Dessa maneira, substâncias tóxicas são despejadas nos ambientes naturais e incorporados pelos seres vivos, como o plástico, realidade que compromete toda a comunidade biológica por ingestão de grandes e pequenas porções desses elementos. Ademais, processos químicos como a eutrofização, perda de oxigênio da água, são constantes em ambientes de descarte e eliminam parte da matéria viva, fato que prejudica toda a organização biológica.

Dessarte, são notórios os impactos do lixo na comunidade humana e no ambiente natural. Portanto, cabe ao Ministério da Infraestrutura, o papel de melhorar a infraestrutura de manejo do lixo, por intermédio da construção de usinas de reciclagem, e desenvolvimento da coleta seletiva, para que a população não sofra pelo descaso governamental. Não somente, o Ministério da Educação deve, em parceria com a iniciativa privada, incentivar, por meio do investimento em pesquisas científicas e bolsas aos estudantes, o desenvolvimento de materiais sustentáveis, que garantam tanto o lucro, quanto a eficácia do produto, mas que visem, também, o zelo pelo meio ambiente, para reduzir os impactos humanos sobre a natureza. Porquanto, assim, a sociedade garantirá a sustentação do desenvolvimento de forma mutualística com o restante da Terra.