Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 13/05/2020

No século XX, foi descoberto pela indústria petroquímica um polímero denominado polietileno. Sua aplicabilidade ganhou espaço na sociedade mediante sua rápida produção, de baixo custo e com fácil modelagem. No entanto, o plástico embora tenha surgido para ser objeto de grande ajuda para o homem, seu descarte inadequado corrobora para impactos sócio-ambientais. Nesse sentido, é indubitável a necessidade de se combater os efeitos negativos que esse resíduo promove nos centros urbanos e oceanos.

Em primeira análise, a difícil e longa decomposição do etileno em condições naturais associado ao descarte nas ruas é o principal causador das enchentes típicas do verão no Brasil. Segundo a universidade de São Paulo, esses compostos químicos levam em média 400 anos para serem renovados na natureza. Em suma, as devastações nas construções civis que assolam o país anualmente são reflexos do acúmulo de plásticos nas zonas de retenção de água que inviabilizam o escoamento da chuva. Além disso, deixam famílias desabrigadas e corrobora para a proliferação de doenças tal como a leptospirose visto que essa problemática associa maus hábitos do brasileiro com a precariedade no sistema de direcionamento de resíduos.

Ademais, a ausência de centros de reciclagem de plásticos no Brasil faz com que, muitas vezes, esses  plásticos parem em rios e oceanos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 7% de todo polietileno produzido é devidamente reutilizado no país, enquanto a outra parte vai parar em ciclos hidrológicos e lixões. Por conseguinte, esses produtos entram na cadeia alimentar de mamíferos e peixes e, majoritariamente, acaba por matar esses animais asfixiados por possuírem, muitas vezes, matéria orgânica o que atraí eles pelo olfato. Outrossim, a alteração no ciclo biológico desses seres promove também consequências de ordem econômica já que inúmeras famílias têm sua subsistência com base na pesca.

Assim, promover uma logística reversa com inteligência é a melhor forma de se combater os efeitos negativos que o plástico gera na sociedade. Portanto, é necessário uma parceria público-privada na qual estados e municípios devem implementar postos de coleta de resíduos plásticos que serão levados até os centros de reciclagem por meio do setor privado que também será responsável pela fusão e reestruturação desses materiais a fim de que o uso de que o polietileno pare de ser produzido e todos os já existentes estejam devidamente sob controle do Estado e das empresas que o utilizam. Ademais, é importante a mídia orientar sobre o descarte correto do plástico por intermédio de propagandas nas redes sociais e na televisão a fim de tornar público seus efeitos nocivos.