Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 16/05/2020

Através da globalização, notou-se um aumento exponencial na produção, no consumo e no descarte de materiais eletrônicos, hospitalares, recicláveis e orgânicos. Contudo, a maioria deles não possui um descarte correto, contribuindo então para a formação de grandes ilhas artificiais nos oceanos, além da morte de milhares de animais todos os dias. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos impactos do lixo plástico no meio ambiente.

Embora haja a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS (Lei no 12.305/10), a qual estipula metas para extinção dos lixões e aumento da coleta seletiva, muitos municípios não se adaptaram completamente. Estima-se que 2 mil lixões atuam de forma irregular e 76 milhões de pessoas no país são afetadas indireta ou diretamente, acarretando em grandes ônus às finanças estatais.

Outro fator importante nessa problemática é a cultura de desperdício dos brasileiros, especialmente entre a classe média e alta, seja com a água para fins domésticos, seja com comida em excesso em um prato ou com descarte de aparelhos eletrônicos por não se tratar do último modelo. Neste último aspecto, também reforça-se a culpa das empresas, que na maioria das vezes, não são fiscalizadas durante o processo de fabricação de seus produtos. Elas também contribuem à narrativa capitalista, que diz que ascensão social está  diretamente relacionada ao poder de compra, promovendo assim, enormes quantidades de lixo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a produção excessiva de lixo plástico e seu descarte no meio ambiente. Para tanto, cabe ao cidadão acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados, bem como reduzi-los, reutilizá-los e mandá-los para as cooperativas de reciclagem. Às empresas, destina-se as funções de recolhimento dos produtos após o uso e o desenvolvimento de produtos e embalagens biodegradáveis. Ademais, o Poder Executivo, em todas as suas esferas, pode auxiliar na ampliação/consolidação das unidades de coleta seletiva e reciclagem; aumentar as fiscalizações e disponibilizar o apoio orçamentário e técnico do Ministério do Meio Ambiente aos municípios mais necessitados para adequação aos itens básicos da PNRS, como a extinção dos lixões.Dessa forma, será possível proteger milhões de brasileiros à doenças e ainda, conservar o ecossistema.