Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 18/05/2020
Consoante o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, em meados do século XX, o homem está condenado a ser livre. Para isso, compete-lhe agir de modo responsável nas escolhas de suas ações. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, ainda há desafios para se atenuar os impactos do lixo plástico no meio ambiente - o que evidencia carência de Políticas Públicas voltadas à manutenção do bem-estar social.
É indubitável que os governantes brasileiros já oferecem, por meio de leis, recursos para abonar o bem coletivo. Pode-se mencionar, como por exemplo, tanto a sua própria Constituição Federativa, cujo objetivo é -entre outros- garantir a todo cidadão o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, quanto o sistema de coleta seletiva, que recolhe e separa o lixo para reciclar ou reaproveitar, evita-se, assim, o desperdício e o acúmulo na natureza. Isso, de certa forma, corrobora que há desígnios, por parte das autoridades, em cumprir com os direitos inerentes a cada indivíduo.
Contudo, apenas medidas pontuais como essas, por si, não são suficientemente capazes de minimizar os efeitos negativos do plástico em solo brasileiro, pois -devido à lenta mentalidade social e à insuficiência legislativa- veem-se, cotidianamente, não apenas o consumo excessivo e desnecessário, cenário muito bem ilustrado nos grandes centros urbanos, onde a sociedade consome sacolas, canudos e copos plásticos exageradamente e estes materiais têm um destino inapropriado e não são reciclados, mas também a impunidade ao descarte incorreto de plástico na natureza, tal situação favorece a não conscientização da população quanto às consequências daquele material para a cadeia alimentar e vida dos animais, visto que estes ingerem o lixo ao confundir com alimento, o que contribui para a morte de cerca de 1,5 milhão de bichos, o que, consequentemente, impossibilita o desenvolvimento de um meio sustentável e equilibrado. Tal realidade está diretamente relacionada com o baixo nível educacional ora ofertada à maior parcela da nação, ainda incapaz de contemplar os preceitos existencialistas. O fato é que os impactos do lixo plástico persistirão como um desafio para o desenvolvimento pleno do Brasil, enquanto o Estado não pautar o sistema educacional em responsabilidade social.