Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 14/06/2020

Os atuais padrões de consumo e de exploração dos recursos naturais, de acordo com o físico teórico Fritjof Capra, torna a sociologia indissociável do meio ambiente. Portanto, é indubitável que a comercialização e o descarte exacerbado de produtos, principalmente plásticos,assim como afirma o cientista, causam impactos diretos à natureza. Esse cenário nefasto favorece impactos deletérios, seja pela morte de diversos animais, seja pela diminuta perspectiva de futuro para o planeta, uma vez que a proposta do desenvolvimento sustentável é deturpada. Perante isso, são necessárias ações coletivas pelo progresso qualitativo da humanidade e da ecologia.

Nesse sentido, é importante destacar que, na hodiernamente, é sabido sobre o efeito danoso do resíduo plástico, mas seu uso persiste a partir da irresponsabilidade. Nessa perspectiva, a manipulação acrítica de materiais é tematizada desde o século XVIII pelo sociólogo alemão Karl Marx, o qual, a partir do conceito de “Fetichismo da Mercadoria”, aborda a capacidade do capitalismo de alienar cidadãos para buscar o consumo desfreado, desvinculando-o das suas problemáticas, tais como a poluição. Logo, é irrefutável que, apesar do debate quanto à importância da preservação do meio ambiente, desastres que ameaçam a vida dos humanos e dos diversos animais tramitam historicamente a partir de uma mercantilização inconsequente. Isso perpassa sob um pretexto de durabilidade, característico dos derivados de fontes não-renováveis, que permite o acúmulo de detritos no ecossistema.

Ademais, é necessário ressaltar que, ao limitar a vida, a existência qualitativa dos humanos é vilipendiada. Nesse viés, a série e documentário “Our Planet” compara a organização dos seres e dos sistemas antes e depois da exploração predatória dos recursos e demonstra os impactos destrutivos da concentração de lixo para todo o sistema terrestre. Assim, é incontrovertível que descarte exacerbado de itens plásticos propicia malefícios para a saúde dos cidadãos, o qual pode acarretar numa extinção maciça por prejudicar, além de alimentos, o consumo de água – uma vez que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050, o número de plástico no oceano superará o de animais.

Destarte, ante a ameça para a vitalidade do planeta, decorrente da deposição contínua de detritos na biosfera, o que gera a morte dos seres e restringe a qualidade da vida humana, urgem medidas em prol de uma economia sustentável. Para isso, é fulcral que ONU, estimule a despoluição e a criticidade sobre o consumo, o que deve ocorrer por intermédio de fóruns internacionais, os quais devem estimular a erudição acerca da poluição e do descarte irresponsável, com o fito de promover uma sociedade consciente quanto aos seus hábitos; assim, alcançar-se-á uma sociedade harmônica, em relação ao seu meio, com base na compreensão sociológica e ambiental, tal como proposto por Fritjof Capra.