Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 22/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos ou problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor pregava, uma vez que os impactos do lixo plástico no meio ambiente apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos sonhos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da irresponsabilidade estatal, quanto da gestão inadequada do lixo industrial. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os impactos do plástico no meio ambiente derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com a Constituição Federal, artigo 225, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, porém não é o que ocorre na prática, uma vez que, segundo a Revista Galileu, mais de 50 % das cidades brasileiras descartam seu lixo de maneira incorreta, o despejando em lixões ou até mesmo nas ruas, causando o entupimento de bueiros e enchentes nos períodos de chuva. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Além disso, é imperativo ressaltar a gestão inadequada do lixo industrial como promotor dos impactos do plástico no meio ambiente. De acordo com dados divulgados pelo G1, 41,6% dos resíduos industriais são descartados indevidamente, sendo jogados, muitas vezes, nos oceanos. Partindo desse princípio, essa ação causa diversos problemas no ecossistema marinho, como a morte de peixes e tartarugas, colocando várias espécies em risco de extinção. Todos esses fatores retardam a resolução desse problema e contribuem para a sua perpetuação.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os impactos do plástico, necessita-se que o Ministério do Meio Ambiente invista em campanhas de coleta seletiva e reciclagem, por meio de contratos com empresas que realizem esses procedimentos, com métodos pouco prejudiciais à natureza, para que, assim, seus efeitos negativos no planeta sejam minimizados. Além disso, o Governo Federal deve promover uma maior fiscalização sobre o destino dos resíduos industriais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio a longo prazo, o impacto nocivo do plástico no meio ambiente, e a coletividade alcançará a Utopia de More.