Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 24/05/2020

Historicamente, a Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, alicerçou-se na utilização de combustíveis fósseis, fato que favoreceu a produção em larga escala de diversos produtos, bem como incentivou o consumismo na sociedade. Nesse viés, observa-se que o plástico, derivado do petróleo, passou por um processo de popularização e adoção pela indústria moderna, sendo comercializado em muitos países, inclusive no Brasil. Todavia, a utilização exacerbada e o descarte incorreto têm provocado malefícios ao meio ambiente. Logo, compreender os impactos do lixo plástico se faz necessário para criar estratégias de controle ao uso indiscriminado e à destinação final inadequada.

Ao analisar o contexto histórico, o plástico passou a ser fabricado no século XX, tendo se popularizado rapidamente por suas características de durabilidade e baixo custo de produção. No Brasil, o consumo do plástico teve início a partir da década de 50, como estratégia de modernização do setor industrial, fato que possibilitou a comercialização em larga escala. No entanto, o uso indiscriminado e a destinação inadequada acarretam desequilíbrios ambientais, já que a decomposição desse produto leva, em média, 400 anos, além de contribuir diretamente com problemas urbanos, como o descarte a céu aberto, bem como prejuízos ao ecossistema marinho, que acaba sendo o destino final de grandes quantidades do plástico utilizado no país.

Além disso, a produção excessiva do plástico associa-se à lucratividade, em detrimento da sustentabilidade, visto ser perceptível que o Brasil não possui, de modo uniforme, medidas efetivas de controle ao uso indiscriminado desse material, pois se observam apenas iniciativas pontuais em algumas capitais, como Fortaleza e Rio de Janeiro, que proibiram o uso de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais. Porém, o país apresenta estratégias deficitárias em relação à coleta seletiva e à reciclagem do plástico, visto que a principal atuação nesse setor ocorre por intermédio de empresas privadas, ao se utilizarem do trabalho informal de catadores, não havendo uma política pública de organização direcionada ao descarte de todo plástico consumido na sociedade brasileira.

Portanto, a ação do governo é fundamental no que concerne à regulação e fiscalização da produção, bem como em relação ao descarte e reutilização do plástico. Para tanto, é importante que o Estado invista na criação e financiamento de instituições públicas, com o intuito de atuar diretamente com coleta seletiva e reciclagem, incentivando, ainda, a geração de emprego e renda aos catadores. Ademais, é necessário que o Poder Legislativo desestimule e penalize o uso excessivo do plástico, por meio de sanções penais, a fim de promover a conscientização e harmonizar as relações entre a sociedade e o meio ambiente do país, ao diminuir os impactos causados pelo lixo plástico.