Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 30/05/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa os impactos do lixo plástico no meio ambiente, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de uso exagerado de plásticos. Um exemplo disso, é o elevado número de plástico produzidos anualmente no país, cerca de 11 milhões de toneladas, segundo divulgado pela WWF. Neste sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de politicas públicas que incentivem a reciclagem desse tipo de produto, visto que apenas 1,28% de todo plástico produzido no Brasil é reciclado, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo elabore projetos que incentivem o aumento do processo de reciclagem, bem como criar leis que proíbam o uso de alguns tipos de plásticos, por meio de uma maior autonomia do ministério do meio ambiente, com o propósito de reduzir o consumo desse tipo de produto. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os malefícios que a utilização exagerada podem causar ao meio ambiente. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de diminuir esse consumo. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.