Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 15/06/2020
No início do século XX, foram confeccionados novos tipos de materiais - os plásticos - que gradualmente foram agregados em maior escala na fabricação dos mais variados artefatos. É inegável que, com o avanço do sistema de produção e do consumo industrial fomentados pelo crescimento populacional e pela expansão territorial urbana, o uso do plástico tem se tornado cada vez mais difundido. Contudo, a praxe desenfreada somada ao despejo incorreto de materiais plásticos tem atuado como dinamizador de agravos ambientais graves e inconsequentes. Sob essa ótica, destaca-se não só a contaminação do solo, mas também a poluição marinha.
Em primeira análise, salienta-se o contágio da terra, posto o volume descartado de embalagens plásticas pós-consumo no ambiente sem destinação racional. Em conformidade com dados do Banco Mundial, cerca de 2,5 milhões de toneladas de plástico são exclusas de maneira irregular e sem tratamento. No que tange a isso, evidencia-se que, quando degradados no meio ambiente, os plásticos podem originar substâncias não inócuas e de prolongada resistência quando submetidos aos índices de decomposição variáveis, tais como a luz, a umidade e o calor. Consequentemente, essas partículas lançadas no ambiente de forma inapropriada ampliam a contaminação do solo.
Em segunda análise, sobressai as mazelas suscitadas nos espaços aquáticos. Haja vista que os plásticos são materiais de elevada durabilidade, devido à sua estabilidade estrutural, tais instrumentos possuem resistência aos diversos tipos de degradação (seja fotodegração, quimiodegradação ou, até mesmo, biodegradação). Destarte, ao serem descartados inadequadamente, muitas vezes, chegam em ambientes marítimos e acumulam-se, entrando, pois, na cadeia alimentar dos animais que ali habitam. De acordo com a IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza), cinco de sete espécies de tartarugas correm o risco de sumir dos oceanos, devido à ingestão de plásticos.
Portanto, urge que para alterar a situação deve-se tomar medidas significativas. Em suma, faz-se necessário que o Executivo Federal, por meio do Ministério da Saúde, elabore um planejamento de reciclagem de embalagens plásticas pós-consumo, por meio de uma abordagem integrada entre os processos de transformação das matérias-primas, fabricação de tais materiais, assim como a funcionalidade na conservação do produto. Outrossim, sublinha-se a aplicação de ações governamentais e empresariais em pesquisas que evidenciem a substituição ou a destinação mais adequada para as sacolas plásticas, a fim de que seja ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Conclui-se que a responsabilidade ambiental e social da intervenção acima proposta é de grande importância para um melhor equilíbrio ecológico e econômico.