Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 18/06/2020
Segundo a sociologia, a cultura do lixo está baseada na população em geral não apresentar uma cultura de interesse no destino dos resíduos. Nesse tocante, uma vez que os detritos são recolhidos pelo serviço público de coleta, para muitos o problema já está resolvido, o que não é verdade, visto que o local aonde são destinados após a exação é de suma importância. Diante disso, este pensamento tem como consequência a falta de interesse em fazer uma redução significativa na geração de lixo, como base para a gestão sustentável. Acerca dessa lógica, em razão da negligência da sociedade, o descarte inadequado de resíduos resulta em diversos malefícios para o meio ambiente, como a extinção de espécies e na contaminação de águas, do ar e do solo.
Sob esse viés é de fundamental importância discutir a problemática das mortes de animais, que ocorrem pelo contato das espécies com sobejos que não são de sua natureza. Em verdade, alguns animais confundem o lixo com alimento, ocasionando em problemas no organismo e posteriormente no falecimento. Além disso, dados divulgados pelo presidente do conselho da Associação MarBrasil, Ariel Scheffer mostram que cerca de 700 espécies marinhas são afetadas pela poluição plástica nos mares, incluindo mais de 260 espécies ameaçadas de extinção. Por conseguinte, toda a estrutura da cadeia alimentar é ameaçada e a estabilidade do planeta Terra é colocada em risco.
Outro aspecto relevante é a contaminação do ecossistema terrestre, resultado da cultura do lixo. Nesse tocante, a falta de cuidado com destino final dos rejeitos produzidos pela população, faz com eles sejam descartados de forma inconsequente em rios e em áreas abertas inadequadas. Outrossim, substâncias originadas de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos, como o chorume fazem mal ao solo e poluem os lençóis freáticos. Ademais, a titulo de exemplo da situação exposta, informações publicadas pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) em 2016, mostram que 7 milhões de toneladas de resíduos não foram coletados e, consequentemente, tiveram destino inapropriado.
Nessa conjuntura, a redução da produção de lixo deve ter a coparticipação dos estados e da sociedade. Cabe ao Ministério da Educação incentivar a educação ambiental nas escolas, através da inserção de aulas sobre redução do consumo e reciclagem, que ensinem de forma contínua a respeitar o meio ambiente. Além disso, o Governo Federal deve introduzir leis eficazes que reduzam o uso do plásticos, a partir de multas à estabelecimentos que produzam lixo plástico em excesso, bem como promover, em parceria com a ONU, sanções a países poluidores. Com estas medidas, será possível promover o cuidado ao meio ambiente.