Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 02/07/2020
O lixo plástico é um problema ambiental e sanitário por diversos fatores, dentre eles, o fato que a matéria-prima desse tipo de resíduo são o petróleo e o gás natural, os quais são recursos não renováveis. Além do mais, tal material demora muitos anos para se decompor e, consumido em grandes quantidades, ocasiona em um acúmulo desse material, principalmente nos oceanos. Dessa forma, é necessário debater acerca deste assunto, a fim de tentar reduzir o consumo excessivo desse produto, que é utilizado por indústrias de diversos tipos, como cosméticos e brinquedos.
Em primeiro lugar, há uma campanha, divulgada principalmente pelo Greenpeace (Organização Não Governamental que atua em defesa do meio ambiente), para conscientizar a população quanto à quantidade de lixo descartada, visto que, segundo dados de uma pesquisa, em 2050, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. A situação torna-se mais preocupante porque, somente no Brasil, a cada uma hora, são distribuídas cerca de 1,5 milhões de sacolas plásticas. Além de ser um problema sanitário por poluir e acumular resíduos descartáveis, é, também, responsável por várias consequências ambientais, afetando lençóis freáticos, ecossistemas marinhos, a atmosfera, entre outros.
Por conseguinte, o uso dos derivados do petróleo e seu descarte inadequado, são responsáveis pela morte de 100 mil animais marinhos por ano, consequência da ingestão de plástico, que compromete o ciclo reprodutivo das espécies e deixou cerca de 15% delas em extinção. Prejudicial não só aos animais, a saúde humana também é comprometida. Seres humanos possuem pedaços minúsculos de resíduos plásticos, consumidos pelos animais e que, por sua vez, são ingeridos pelos homens. Os tipos mais comuns de microplásticos são o polipropileno e o polietileno tereftalato, que possuem menos de 5 milímetros de comprimento. Afetados pela ingestão de microplásticos, as pessoas são afetadas também pois, ao ser aquecido, o plástico libera uma substância cancerígena, e grande parte da população tem costume de consumir alimentos aquecidos no micro-ondas em recipientes do material.
Logo, cabe aos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, bem como as ONG’s que atuam nessa área, promover campanhas que incentivem o uso de sacolas biodegradáveis ou que possam ser reutilizadas, a fim de reduzir o descarte desses materiais de forma inadequada. Tais campanhas devem ser divulgadas em redes sociais e nos principais lugares que distribuem as sacolas de plástico, visando a redução de consumo e uma possibilidade de livrar o meio ambiente de toda essa poluição, que vem destruindo mares, extinguindo espécies e destruindo a natureza.