Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 13/07/2020
Em 1909, para atender a legislação vigente americana que proibia o uso de xícaras nos trens para evitar a disseminação de doenças, surge o plástico descartável. No entanto, era impossível prever que o uso da matéria plástica, ao ser usada de maneira exacerbada e sem senso de sustentabilidade, causaria um impacto ainda maior: o adoecimento do Mundo. Esse problema, impacta negativamente não somente áreas isoladas do globo terrestre, mas sim todo o Meio Ambiente.
De acordo com a “5 Gyres Institute”, exitem, hoje, cerca de 5,25 trilhões de partículas plásticas nos oceanos. Esses microplásticos, ao entrar em contato com o meio, absorve substâncias químicas perigosas e, como algumas espécies marinhas se alimentam de seres parecido com essas partículas, acabam confundindo lixo, com comida. Ao serem ingeridas dia após dia, tais compostos fixam-se no organismo do ser, ocorrendo a bioacumulação – processo no qual a matéria nociva se acumula gradativamente no tecido adiposo , podendo adoecê-lo ou até mesmo matá-lo.
Além de afetar o ecossistema oceânico, as espécies aéreas e terrestres - inclusive o próprio poluidor: o ser humano – também sofrem com a contaminação por rejeitos plásticos. Tendo em vista que a dieta de muitos animais desses ecossistemas incluem peixes, crustáceos e frutos do mar, o impacto da contaminação dos mares – o que, segundo o Banco Mundial , chega a mais de 1 quilograma de resíduos por habitante a cada semana, no Brasil - na cadeia alimentar é iminente. Pois, ao ingerirem tal presa contaminada, os elementos fatais nela existente é fixado no predador, ocasionando outro fenômeno biológico prejudicial: a biomagnificação.
Sendo assim, torna-se evidente, para que se atenue os efeitos do entulho plástico no Meio Ambiente, a tomada de medidas eficientes. Em concordância com o Diretor-Geral do WWF Internacional, Marco Lambertini, que considera falho o nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico, é cabível melhorias em nosso sistema. Primordialmente, é responsabilidade do Conselho Nacional do Meio Ambiente o estabelecimento imediato de padrões e normas federais que punam a todos os cidadãos e empresas que produzam e descartem de modo inadequado rejeitos do material supracitado. Ademais, deve-se promover, através dos meios de comunicação e escolas, políticas públicas ambientais que incentivem e ensinem a toda comunidade práticas de reciclagem, reutilização e redução do uso dos matérias outrora indevidamente descartados.