Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 06/07/2020

Atualmente o plástico representa cerca de 80% de todo o lixo gerado no mar, sem ressaltar que mais de 40% de todo o plástico produzido durante 150 anos foi usado uma única vez antes do descarte, segundo dados divulgados pela ONU. Isso coloca em vigor a falta de conhecimento da sociedade sobre meios sustentáveis.

Entretanto, esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal, quanto da falta de conhecimento sobre o impacto que isso gera. Conforme o Biólogo Barry Commoner “tudo está ligado com tudo o mais”, ou seja, as ações do homem gera impacto diretamente na sociedade, sejam malevolentes ou não. A falta de conhecimento sobre poluição, impacto ambiental, reciclagem é absurda, poucas pessoas sabem que uma simples garrafa PET pode levar 200 ANOS para se decompor, isto é, ela é lixo no nosso ecossistema por 2 seculos antes de se decompor.

É Notória pensar que a reciclagem de tais plásticos ajudaria muito a minimizar o número de lixo que esta presente nos oceanos, mas infelizmente de acordo com dados da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cerca de 30% de todo o lixo colhido no Brasil têm potencial de reciclagem, mas apenas 3% é reaproveitado e transformado novamente em produtos. Com isso, concluímos que há um grande desperdício. Contudo, não é a falta de reciclagem, mas sim a falta reutilização desses plásticos na sociedade. Voltando para o assunto que cerca de 40% dos plásticos produzidos são usados apenas uma vez e cerca de 10% deste material descartado tem como destino o mar. Por conseguinte os animais são os que mais sofrem, o ambiente poluído os confundem, assim acabam confundindo o lixo com comida, podendo levá-los a morte.

Portanto, espera-se que a sociedade coloque a mão na consciência e repense os seus hábitos, como Barry Commoner disse “tudo está ligado” com isso, consegui-se entender que toda a ação do homem tem impacto na sociedade, melhor dizendo, todo o lixo que jogam no meio ambiente, poluindo-o, volta para eles, podendo causar grandes prejuízos futuramente. Outra forma seria se houvesse maior incentivo financeiro e tecnológico do Ministério do meio ambiente (MMA) para empresas brasileiras de reciclagem, proporcionalmente haveria maior geração de empregos para recicladores, redução de lixo e mais oferta de produtos com utilização de tecnologia. O Governo Federal também poderia entrar em um consenso com a Associação de Brasileiros da Indústria do Plástico (Abiplast) para realizarem pesquisar para meios mais sustentáveis e investisse na produção de plásticos formados por polímeros de fontes renováveis, milho, beterraba, mandioca, cana-de-açúcar.