Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 02/07/2020

Após as Revoluções Industriais do século XVIII, houve um intenso aumento da fabricação de produtos e materiais possibilitado pelos meios de produção. Porém, um dos reveses desse consumo no mundo pós-moderno é o descarte irregular de materiais que demoram séculos para se decompor no meio ambiente. Nesse sentido, o impacto ambiental provocado, no Brasil e no mundo, pelo seu uso desenfreado é alarmante, sendo necessário, portanto, reavaliar a cultura de desperdício e propor atitudes governamentais mais rígidas.

A Segunda Revolução Industrial, iniciada no século XIX, possibilitou o uso do petróleo para a produção do plástico, além de fomentar o consumo na sociedade. Com efeito, na pós-modernidade, grande parte dos produtos, principalmente embalagens, são produzidos dessa maneira e descartados após o primeiro uso. Todavia, sem a destinação correta, o plástico utilizado persiste no meio ambiente por longos anos e provoca desequilíbrios enormes nos ecossistemas.

Segundo o filósofo Max Horkheimer, o homem busca incessantemente dominar a natureza através de uma racionalidade instrumental doentia, ainda que a natureza frequentemente revolte-se contra ele. Nesse sentido, é possível perceber que a negligência estatal que permeia a crescente poluição plástica no mundo associa-se a ideia de lucro em detrimento da sustentabilidade. Dessa maneira, o papel governamental é imprescindível para a popularização da reciclagem e, decerto, para pressionar mudanças ambientais de outros países.

Depreende-se, portanto, que a redução do uso do plástico deve ter a coparticipação dos estados e da sociedade. O Governo Federal por meio de leis eficazes que reduzam o uso do plásticos, a partir de multas à estabelecimentos que produzam lixo plástico em excesso ou que não façam o descarte correto, e promover nas escolas a educação ambiental desde a infância. Com estas medidas, será possível reduzir a quantidade de plástico e, assim, promover o cuidado ao meio ambiente.