Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 02/07/2020
Após as Revoluções Industriais do século XVIII, houve um intenso aumento da fabricação de produtos e materiais possibilitado pelos meios de produção. O chamado “American Way Of Life”, baseado pelo consumismo, a padronização social e a crença nos valores democráticos liberais seguido da Guerra Fria e a glamourização do estilo de vida capitalista pregados pelos EUA desencadearam uma poluição incontrolável. Neste contexto, desencadeou-se uma série de problemas ambientais, como extinção de espécies e alagamentos/enchentes em regiões periféricas.
Um estudo realizado durante seis anos pelo “5 Gyres Institute” estimou que há cerca de 5,25 trilhões de partículas de plástico flutuando no oceano, o que é equivalente a 269 mil toneladas de plástico. E o pior é que parte de todo esse plástico (no formato de microplástico) acaba entrando na cadeia alimentar e prejudicando diversos organismos, inclusive humanos. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, as tartarugas-verdes se encontram em risco de extinção, devido à resíduos de plástico/lixo frequentemente encontrado em seus organismos.
O Jornal Nacional, no início desse ano, alagamentos provocados pelas chuvas em várias cidades brasileiras. Em muitos casos, as inundações poderiam ser amenizadas ou até evitadas se as valas não estivessem obstruídas por lixo. A classe mais afetada perante essa situação é a classe baixa, as comunidades e periferias, enquanto a burguesia se recusa à mudar o material (trocar o plástico) de seus produtos e se adequar a um modelo sustentável.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo contratar um Ministro do Meio Ambiente preparado, com conhecimento sobre fatos científicos, para que possa intensificar políticas públicas de preservação de espécies (como criação de santuários) e maior fiscalização à indivíduos que fazem o descarte do lixo de forma errada, e através de uma mobilização popular exigir que os municípios adotem tais políticas.