Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 02/07/2020
Os contextos sucessores pós as respectivas Revoluções Industriais, sobretudo a segunda, aguçaram para a configuração de um novo estilo de vida – cuja lógica refletiria ao consumismo exacerbado. Nesse âmbito, logo pôde ser notado o fomento de problemas em escala ambiental, atrelados ao crescimento de lixos plásticos provenientes do método consumista. Dessa forma, o aumento dos resíduos descartados de maneira errônea no meio ambiente contribuiu para fortes danos aos ecossistemas – terrestres e marinhos. Ademais, interfere, também, na saúde dos próprios seres humanos – os progenitores das adversidades em menção.
Sob esse prisma, é relevante abordar sobre o estado de emergência que se encontram os inúmeros ambientes marinhos. Assim, denota-se o terrível depósito de entulhos plásticos que flutua entre as costas da Califórnia e do Havaí. Nessa pauta, é perceptível a conjuntura nefasta a qual os animais oceânicos estão submetidos: os resíduos comprometem a reprodução das espécies o que ecoa no processo de extinção destas. Paralelamente, bem como os ecossistemas marinhos, as esferas terrestres compartilham de problemas devido ao acúmulo de lixos. Nesse contexto, os descartes de resinas plásticas cada vez mais alarmantes e, ainda, de modo incorreto – espelhado pelos diversos aterros e lixões irregulares –, tornaram-se empecilhos para a construção de meios sociais salubres.
Dentro dessa linha de raciocínio, o combo de detritos provocado pelos próprios seres humanos nos diversos campos ambientais legitima a ameaça à saúde da sociedade. Destarte, uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Viena revelou que o organismo humano também está contaminado por minúsculos pedaços de plásticos. Em outras palavras, a cadeia alimentar da qual os indivíduos fazem parte culmina no consumo de substâncias químicas – anteriormente absorvidas por outros seres vivos -, consequentemente, maléficas à saúde. Ademais, a poluição plástica que forra os solos utilizados pelos agricultores e, posteriormente, destinados ao abastecimento do corpo social, compõe o ciclo precário dos impactos dos lixos no meio ambiente.
Portanto, é inegável a urgência para com a mudança dos hábitos societários. Assim, faz-se necessária a interferência do Estado, por meio do Ministério da Educação, a partir de projetos que destaquem a importância da preservação ambiental, além dos procedimentos de reciclagem. Ainda, a ação das ONGs, cujos discursos pautam na adoção de modos de vida sustentáveis, são eficientes para o ajuste de ecossistemas conservados. Com estas medidas, será possível reduzir a repercussão dos restos plásticos em escala ambiental.