Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 03/07/2020
A primeira conferência oficial da ONU foi realizada em 1972 na Suécia. Foi nesta conferência que surgiu o termo “desenvolvimento sustentável”, os países estavam em busca de novas maneiras de se organizarem economicamente e ampliar os cuidados com o meio ambiente. Hodiernamente, com as Revoluções Industriais e o aumento do consumismo capitalista, a produção excessiva do plástico – um dos principais materiais produzidos pela indústria brasileira – e o seu descarte inconsciente na atual sociedade, acaba por gerar uma série de impactos ambientais. Partindo disso, é notório a necessidade de reavaliar a cultura de desperdício e cobrar medidas governamentais mais rígidas.
Vale ressaltar primeiramente, que entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo mundo anualmente. Ademais, no Brasil cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Analogamente, a carência de uma infraestrutura adequada para reciclagem e má gestão dos resíduos descartados, torna o plástico abundante na natureza, contribuindo tanto para degradação da vida terrestre quanto da vida marinha. Estimativas dão conta de que 100 mil animais marinhos morrem todos os anos em decorrência da contaminação de plástico nos oceanos. Segundo pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália, mais da metade das tartarugas do mundo já ingeriram plástico.
Em segundo plano, cabe mencionar a colaboração social na superprodução de resíduos plásticos, uma vez que os hábitos culturais são em sua maioria baseados no consumismo e pela criação de produtos com tempo de vida útil reduzido, tal fator proporciona um maior descarte de lixo no planeta. Outrossim, essa superprodução afeta também a espécie humana já que um estudo realizado durante seis anos pelo 5 Gyres Institute estimou que há cerca de 5,25 trilhões de partículas de plástico flutuando no oceano, o que é equivalente a 269 mil toneladas. Por conseguinte, os microplásticos absorvem substâncias químicas perigosas e são ingeridos por organismos marinhos, penetrando em toda a cadeia alimentar, inclusive a terrestre.